Organizador promete R$ 1.000 por Pix ao vencedor de uma promoção de fantasias de Halloween e descobre que oferecer dinheiro como prêmio não é permitido nas promoções comerciais regulamentadas
A legislação federal proíbe prêmios em dinheiro nas promoções comerciais, enquanto concursos exclusivamente recreativos podem receber tratamento diferente.
Um lojista planeja premiar com R$ 1.000 por Pix o vencedor de uma disputa de fantasias de Halloween entre clientes que realizarem compras. Nesse exemplo, o dinheiro não pode ser oferecido como prêmio de uma promoção comercial regulamentada. A proibição também alcança transferências eletrônicas, independentemente da criatividade da competição ou da escolha do vencedor.
Por que o prêmio de R$ 1.000 por Pix é proibido?
Porque o artigo 1º, § 3º, da Lei nº 5.768/1971 proíbe a distribuição ou conversão dos prêmios em dinheiro nas promoções comerciais. O formato da transferência não altera essa regra.
A Secretaria de Prêmios e Apostas esclarece que Pix, depósitos e valores resgatáveis em dinheiro não são admitidos como premiação. Obter autorização para a campanha também não torna permitido oferecer dinheiro ao contemplado.

Quais características fazem da competição uma promoção comercial?
A finalidade publicitária importa mesmo quando o vencedor é escolhido pela melhor fantasia, sem sorteio. A ligação da disputa com o negócio aparece em situações como estas:
- Participação reservada a consumidores que realizarem compras na loja.
- Divulgação da competição para aumentar vendas e atrair clientes.
- Inscrição condicionada à apresentação de comprovante de compra.
- Campanha associada à propaganda de produtos do estabelecimento.
Qual é a diferença entre promoção e concurso exclusivamente recreativo?
O nome do evento não determina seu enquadramento. Uma disputa avaliada por mérito pode continuar sendo promocional quando serve à propaganda e depende de compras.
Trocar o Pix por uma mercadoria resolve o problema?
Não completamente. Mercadorias de produção nacional ou regularmente importadas podem ser oferecidas como prêmios nas modalidades autorizáveis, mas uma campanha promocional continua sujeita às exigências de autorização prévia, regulamento e prestação de contas.

A orientação sobre concursos exclusivamente recreativos diferencia atividades baseadas em mérito, sem sorte ou vínculo com aquisições. Exigir compra para participar compromete essa isenção, ainda que uma comissão escolha a fantasia mais criativa.
Como o organizador pode estruturar a campanha corretamente?
Antes de anunciar o vencedor e a premiação, o lojista deve definir se realizará uma promoção comercial ou uma disputa realmente recreativa, sem condicionantes mercadológicas.
- Substituir o Pix por prêmio permitido na promoção comercial.
- Descrever critérios de julgamento e condições de participação.
- Consultar as regras da Secretaria de Prêmios e Apostas.
- Solicitar autorização pelo SCPC quando a modalidade exigir.
A finalidade da campanha determina as regras da premiação
Quando o concurso de fantasias é ligado às vendas da loja, selecionar a melhor caracterização por criatividade não elimina seu caráter publicitário. A proibição de dinheiro permanece, e o evento pode depender de autorização federal, mesmo sem sorteio.
Um concurso exclusivamente recreativo, sem sorte, pagamento ou vínculo com compras, pode estar dispensado dessa autorização específica. Isso não representa permissão irrestrita para qualquer premiação: o formato real da atividade e outras normas aplicáveis ainda precisam ser observados.
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