Empresário pega 17 anos de prisão por morte de motorista de app em acidente com Porsche
Fernando Sastre Filho foi condenado por homicídio qualificado como dolo eventual e por lesão corporal gravíssima
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em um acidente com Porsche em São Paulo.
A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira, 30, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
Também foi declarada a inabilitação do réu para dirigir.
Condenado por homicídio qualificado como dolo eventual e por lesão corporal gravíssima, em função dos ferimentos causados ao amigo Marcus Vinícius, Fernando Sastre Filho não poderá recorrer em liberdade.
Na sentença, a juíza Melanie Liesenberg, que presidiu o júri, afirmou que o acusado ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo.
“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença”, disse.
Ela também afirmou que o Fernando Sastre Filho voltou a dirigir “menos de um mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública” e que o crime resultou na orfandade e desamparo material da filha adolescente da vítima.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste de São Paulo.
O Porsche azul conduzido pelo empresário Fernando Sastre de Andrade Filho bateu na traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo da Silva Viana.
O motorista de aplicativo foi levado com parada cardiorrespiratória ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.
Fernando Sastre Filho fugiu.
Confissão
Dono do Porsche azul, Fernando Sastre de Andrade Filho admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente.
“Confesso, sim, que, no dia dos fatos, eu ingeri bebida alcoólica”, disse.
“Eu imagino toda dor e sofrimento que eles estão sentindo. O seu Ornaldo tinha quase a mesma idade do meu pai. Posso imaginar o que eles estão sentido e toda a devastação”, acrescentou, pedindo perdão à família da vítima.
Matéria com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)