Crusoé: Presidente de mentira
Após surra nas urnas, Flávio Bolsonaro quer comandar a oposição desde os Estados Unidos. E Mais: Apertem os cintos e O contra-ataque do Centrão
A imagem que resume a semana é quase cinematográfica: após perder a eleição presidencial para Lula, o senador Flávio Bolsonaro, durante uma visita a Jair Bolsonaro, recebeu em frente à casa do pai uma intimação da Polícia Federal (PF) para entregar seus passaportes.
Era uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aquele que também fora o algoz de Jair.
Eis o estopim de um plano que estava na gaveta, mas ainda havia dúvidas se seria operacionalizado ou não.
O resultado, todos já sabem. Flávio ignorou a ordem, deixou o Brasil e agora pretende liderar a direita brasileira à distância. Pior: chegou a se declarar o novo presidente do país.
Depois, a expressão virou “líder do Brasil”. Foi praticamente um “autoimpeachment“.
Deu tudo errado e o senador ainda gerou repulsa no Centrão e em membros da direita, diz Wilson Lima em “Presidente de mentira”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Apertem os cintos”, Duda Teixeira e Wal Lima mostram que o presidente Lula, reeleito com mais de 4,4 milhões de votos de vantagem, não deu qualquer sinal de que irá consertar os problemas que vinham se avolumando em seu terceiro mandato.
Pelo contrário. O petista e seus aliados deram declarações de que irão seguir adiante na trajetória irresponsável de seu atual governo.
Em “O contra-ataque do Centrão”, Guilherme Resck conta que o Centrão não está disposto a perder poder no Congresso e lançou mão de diferentes estratégias.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União), articulam suas reeleições, correndo para obter o apoio do maior número de siglas possível.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (A revolta silenciosa), Roberto Ellery (A economia no quarto mandato de Lula), Maristela Basso (O Supremo também deve explicações), Márcio Coimbra (Fronteiras da democracia), Dennys Xavier (Sócrates permaneceu. Flávio fugiu) e Rodolfo Borges (A reeducação cultural de Mbappé).
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