“Conte com minha lealdade e amizade”, diz Alfredo Gaspar a Flávio
Ex-candidato a vice afirma ter sido uma honra estar ao lado do senador na campanha e pede segurança para a família Bolsonaro
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao senador nesta terça-feira, 27, diante do que classificou como uma “perseguição implacável”.
Em publicação no X, Gaspar também estendeu a mensagem à esposa de Flávio, Fernanda, e às duas filhas do casal.
“Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada. Foi uma honra estar ao seu lado nessa batalha. Conte com minha lealdade e amizade“, escreveu.
Aliados de Flávio ouvidos por O Antagonista dizem que ele deixou o Brasil rumo aos EUA, onde já vive foragido o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, seu irmão.
Como mostrou Crusoé, após Flávio ser derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial no domingo, 25, aliados o aconselharam a deixar o país, por causa dos inquéritos contra o parlamentar que tem o ministro Alexandre de Moraes como relator no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entretanto, a decisão de Flávio pegou o núcleo duro de sua campanha de surpresa.
O senador foi intimado na segunda, 26, a entregar seus passaportes e também impedido de deixar o país. Ele tinha até as 11 horas desta terça para entregar os documentos, mas não o fez.
Moraes determinou a entrega dos passaportes e proibiu Flávio de deixar o território nacional diante do risco de uma eventual saída do Brasil enquanto avançam as investigações que envolvem o senador.
A medida foi tomada no inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, que vive nos Estados Unidos.
Derrota de Flávio
Lula foi reeleito no domingo para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Com 98,76% das urnas apuradas, o petista tinha 51,75% dos votos válidos (63.388.523), contra 48,25% do adversário (59.099.143), em uma disputa marcada por forte polarização e que terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
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