Ranking revela as profissões em que ninguém confia em 2026, e uma delas vai te surpreender
Levantamento com dados da Ipsos ouviu 23.537 adultos em 31 países e põe políticos e influenciadores no fim da lista, enquanto no Brasil os professores lideram
Em quem o mundo menos confia em 2026? Os políticos ficam em último lugar, seguidos de perto pelos influenciadores digitais, segundo o ranking publicado pela Visual Capitalist. O gráfico organiza os dados do Índice Global de Confiabilidade 2026 da Ipsos, uma pesquisa de opinião com 23.537 adultos em 31 países. No grupo do fundo da lista aparece uma profissão que pouca gente esperaria ver ali.
Políticos e influenciadores fecham o ranking de confiança
Os políticos ocupam o último lugar do ranking de confiança, com saldo líquido de 48 pontos negativos. Esse saldo é a parcela que considera a profissão confiável menos a parcela que a considera pouco confiável. Na média dos 31 países, só 13% dos entrevistados dizem confiar nos políticos.
Os influenciadores de redes sociais vêm logo acima, com saldo de 44 pontos negativos e 14% de confiança. Os ministros de governo completam o trio de baixo na lista da Visual Capitalist, com 37 pontos negativos. Segundo a Ipsos, 61% dos entrevistados no mundo consideram os políticos pouco confiáveis, e 58% pensam o mesmo dos influenciadores.
A pesquisa foi feita pela internet, na plataforma Ipsos Global Advisor, entre 19 de junho e 3 de julho de 2026. Esta é a sétima edição do índice, que avaliou 22 profissões, e o gráfico destaca 20 delas. No Brasil, a amostra teve cerca de 1.000 pessoas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

Publicitários são a surpresa entre os menos confiáveis
A surpresa do fundo da tabela são os executivos de publicidade, que têm a terceira menor taxa de confiança do estudo, com 15%. No levantamento da Visual Capitalist, os publicitários ficam com saldo de 26 pontos negativos, abaixo de banqueiros, jornalistas e religiosos.
A diferença entre os publicitários e as profissões logo acima deles chama atenção. A tabela abaixo reúne os saldos das seis profissões com a pior avaliação do ranking.
| Posição e profissão | Saldo (pontos) |
|---|---|
| 15º Banqueiros | -10 |
| 16º Religiosos | -11 |
| 17º Executivos de publicidade | -26 |
| 18º Ministros de governo | -37 |
| 19º Influenciadores digitais | -44 |
| 20º Políticos | -48 |
No fim da lista, o saldo despenca: dos religiosos aos publicitários, a queda é de 15 pontos. Jornalistas empatam com os banqueiros, com 10 pontos negativos. Os ministros também ficam bem atrás dos servidores públicos, que marcam 9 pontos negativos.
Médicos, cientistas e professores lideram a confiança global
No topo, os médicos são a profissão mais confiável do mundo, com saldo de 43 pontos positivos e 58% de confiança. Os cientistas, com 57%, e os professores, com 53%, completam o pódio da Visual Capitalist. A distância para o quarto colocado, as Forças Armadas, com 16 pontos, é grande.

Entre as profissões avaliadas pela primeira vez, os personal trainers estrearam em quinto lugar, com 10 pontos positivos. Eles aparecem à frente de juízes e policiais, ambos com 5 pontos, e dos advogados, que ficam com saldo zero. Os empreendedores de tecnologia, também estreantes, somam 6 pontos.
No Brasil, professores ficam à frente de médicos e cientistas
Por aqui, a ordem do pódio muda: os professores lideram, com 56% de confiança, segundo a Ipsos Brasil. Os cientistas somam 53%, e os médicos, 52%. As mulheres confiam mais nas três profissões do topo do que os homens.
A desconfiança também pesa mais entre os brasileiros. Os políticos são vistos como pouco confiáveis por 66%, e influenciadores e ministros, por 57% cada. “O Brasil, assim como quase todos os países da pesquisa, apresenta um saldo bastante negativo de confiança”, afirma Priscilla Branco, diretora de Opinião Pública e Reputação Corporativa da Ipsos.
Os resultados por geração também variam, e os baby boomers são os que mais desconfiam dos políticos, com 71%. Quem se interessa pelo peso das gerações no mundo do trabalho pode seguir na matéria abaixo.
O que explica a desconfiança em políticos e chatbots de IA?
Para a Ipsos, o saldo negativo indica um desgaste generalizado das instituições e das profissões que as representam, um sinal de queda na confiança pública. A tecnologia também enfrenta resistência: só 23% consideram os chatbots de inteligência artificial confiáveis, contra 40% que pensam o contrário. No Brasil, os números são 25% e 40%, e a Ipsos liga essa desconfiança a dúvidas sobre a precisão das respostas.
Daqui para frente, o ponto a acompanhar é se a confiança pública nos chatbots cresce e se os políticos continuam em último lugar na próxima edição. A metodologia completa e os resultados por país estão no relatório oficial da Ipsos. Procure lá a sua profissão e compare o resultado com o que você vive no dia a dia.
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