Vice de Tarcísio reconhece vitória de Lula e critica contestação do PL
Felicio Ramuth diz que dúvidas sobre prorrogação deveriam ter sido levantadas antes da apuração e confia no processo eleitoral
O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), afirmou nesta segunda-feira, 26, que confia “plenamente” no processo eleitoral brasileiro e reconheceu a vitória do presidente Lula (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Em publicação nas redes sociais, ele também criticou a contestação do resultado pelo Partido Liberal (PL) e disse ter causado “estranheza” a sigla questionar a prorrogação da votação depois de ter pedido a extensão do horário em locais específicos.
“Confio plenamente no processo eleitoral brasileiro. Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas”, iniciou Ramuth, em nota.
“Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos. Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos. Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado”, complementou.
Lula recebeu 51,79% dos votos válidos no segundo turno (64.256.232), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (59.826.041).
A disputa foi marcada por forte polarização e terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória do petista representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
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