Rodovia de 15 km está recebendo sete viadutos, duas novas pontes e quatro passarelas em uma transformação de mais de R$ 200 milhões no interior brasileiro
As novas pistas atravessam áreas industriais e cursos de água, exigindo obras simultâneas para veículos e pedestres.
Pontes em construção, aterros e novas pistas mudam a configuração de uma ligação industrial no Norte catarinense. A duplicação da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, cobre aproximadamente 15 quilômetros e inclui sete viadutos, duas pontes e quatro passarelas. O trabalho ocorre em vários pontos da estrada ao mesmo tempo.
Por que a SC-108 está sendo ampliada?
A rodovia liga áreas do Vale do Itapocu e do Médio Vale do Itajaí, duas regiões de atividade industrial importante. O corredor é usado no transporte de matérias-primas, produtos acabados e viagens cotidianas.
O projeto faz parte do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina. Sua finalidade é ampliar a capacidade do trecho e reorganizar acessos que hoje convivem com o fluxo de caminhões.

Onde ficam as duas novas pontes?
As pontes previstas atravessam os rios Itapocu e Putanga. As estruturas exigem obras nas cabeceiras, integração com o aterro rodoviário e drenagem para conduzir a água longe das pistas.
Em junho de 2026, a estrutura sobre o Putanga estava com a parte principal finalizada. No Itapocu, equipes realizavam terraplenagem nas cabeceiras, o que mostra diferentes estágios dentro do mesmo contrato.
Como os sete viadutos vão reorganizar os cruzamentos?
Os viadutos permitem cruzar a rodovia ou acessar bairros sem depender exclusivamente de conversões em nível. São previstos em pontos como a SC-415, Vila Bruhmuller, Figueirinha e outros acessos urbanos.
O desenho procura separar trajetos regionais dos movimentos locais. A obra também inclui quatro passarelas, destinadas a pedestres que precisam atravessar uma estrada mais larga depois da duplicação.
As obras especiais foram distribuídas por necessidades locais:
Quanto já havia sido executado em 2026?
O governo estadual informou em 11 de junho de 2026 que a execução havia ultrapassado 30%. O dado corresponde ao conjunto dos serviços e não significa que 30% de cada ponte ou viaduto estivesse pronto.
A atualização registrava terraplenagem, novas pistas, pontes, viadutos e restauração de trechos antigos. Outra etapa necessária é a sinalização adequada dos segmentos liberados, inclusive enquanto a construção prossegue.
Três dados ajudam a dimensionar a frente de obras:
Por que o investimento passa de R$ 200 milhões?
Além do pavimento, o orçamento envolve grandes estruturas, contenções, drenagem e mudanças de acesso. Uma ponte ou viaduto exige fundações e encontros com a rodovia, mesmo quando a distância total de pistas parece pequena.
A atualização estadual de junho trata o investimento como superior a R$ 200 milhões. O valor é referência do programa divulgado, não medição isolada do que já foi pago.
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O que muda para quem utiliza a estrada?
Com a conclusão das obras, a SC-108 deverá oferecer maior capacidade nos segmentos duplicados e cruzamentos mais organizados. As passarelas acrescentam alternativas de travessia fora das pistas de rolamento.
Durante a execução, porém, desvios e frentes de serviço podem alterar a circulação. A melhoria plena dependerá da conclusão das ligações entre pontes, viadutos, acessos e pistas de cada segmento.
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