Novo corredor de R$ 336 milhões terá cinco viadutos, uma ponte e uma trincheira para conectar duas rodovias federais e desviar caminhões de uma grande capital do Sul
A ligação planejada depende de licenciamento e prevê pavimento de concreto, ciclovia e cruzamentos em níveis diferentes.
A saída de caminhões de um contorno urbano depende de uma alternativa que se conecte corretamente às estradas existentes. O Novo Corredor Metropolitano, prolongamento da PR-423, foi projetado entre a BR-116 e a BR-476, na região de Curitiba. A ligação terá cerca de nove quilômetros e cruzamentos com viadutos, ponte e trincheira.
Qual ligação será criada ao sul de Curitiba?
O prolongamento da PR-423 ligará a BR-116, na divisa entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, à BR-476, em Araucária. O projeto pretende funcionar como opção ao Contorno Sul da capital paranaense.
A distância divulgada é de aproximadamente nove quilômetros: documentos estaduais indicam 8,98 km no contrato e 9,5 km em apresentações gerais. Trata-se do mesmo eixo planejado, com arredondamentos diferentes.

Como cinco viadutos e uma trincheira entram no projeto?
Os cinco viadutos foram planejados para organizar interseções sem colocar todos os movimentos no mesmo nível. A trincheira faz um movimento passar abaixo do terreno ou de outra via, reduzindo conflitos em determinados cruzamentos.
Também está prevista uma ponte, responsável por vencer um obstáculo no traçado. As estruturas precisam ser integradas aos acessos, às pistas duplicadas e aos sistemas de drenagem para funcionar como uma ligação contínua.
Por que a rodovia terá concreto e ciclovia?
O corredor foi anunciado com duas pistas por sentido e pavimento de concreto, solução escolhida para a via projetada. A presença de caminhões exige dimensionamento adequado do pavimento, das fundações e dos encontros com estruturas.
A ciclovia em toda a extensão integra a proposta de mobilidade, mas não substitui os acessos seguros. Os projetos precisam resolver onde bicicletas, carros e veículos de carga chegam ou saem da ligação.
O traçado combina soluções para tipos diferentes de deslocamento:
Em que fase estava o empreendimento?
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná reuniu, em outubro de 2025, equipes técnicas e o consórcio contratado. O encontro tratou de documentação, fiscalização e, principalmente, licenciamento ambiental.
O início físico depende das licenças aplicáveis. O prazo de execução anunciado é de 30 meses, mas não pode ser contado como obra entregue enquanto as etapas prévias não estiverem vencidas.
O que representam os R$ 336 milhões?
O aporte anunciado para a nova ligação é de R$ 336 milhões. Esse valor abrange uma obra mais complexa que a simples abertura de pista, incluindo viadutos, uma ponte, uma trincheira e uma ciclovia.
A reunião de alinhamento do contrato esclareceu que a etapa ambiental integra o caminho até a construção. Investimento previsto não significa, isoladamente, estrutura já implantada.
O projeto reúne três escalas relevantes:
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O corredor poderá eliminar os congestionamentos?
O novo trajeto oferece potencial de distribuir o tráfego hoje concentrado no Contorno Sul. A vantagem depende das ligações com a PR-423, da demanda real e da circulação de veículos nas rodovias conectadas.
Não há garantia de eliminar todas as filas. O efeito esperado é criar outra opção para veículos que atravessam a região metropolitana, preservando o acesso das comunidades próximas à rede existente.
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