Taxa de abstenção cai a 19,22% no segundo turno
Durante o segundo turno, Lula e o PT fizeram uma campanha para reduzir a ausência de eleitores
A taxa de abstenção no segundo turno das eleições caiu a 19,22%. O percentual corresponde a 30,5 milhões de pessoas que não foram votar neste domingo, 25.
Esse é o menor nível de abstenção desde o pleito de 2006, quando a taxa foi de 18,99%.
No primeiro turno, cerca de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar, o equivalente a 21,08%.
Durante o segundo turno, Lula e o PT fizeram uma campanha para reduzir a ausência de eleitores.
Um domingo de tensão
A votação deste domingo terminou sob forte tensão jurídica e política.
Durante a tarde, a campanha de Lula denunciou problemas no transporte público de eleitores, principalmente na Bahia, e pediu ao TSE a extensão do horário de votação. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, levou depois a questão ao STF.
O ministro Cristiano Zanin acolheu o pedido e determinou a prorrogação da votação até as 19h, horário de Brasília. A decisão ocorreu quando o horário inicialmente estabelecido para o encerramento, às 17h, já havia chegado em parte do país.
O episódio provocou confusão no processo de encerramento do pleito. O TSE chegou a iniciar a divulgação dos resultados e, às 17h20, interrompeu a totalização dos votos em razão da decisão do Supremo.
Zanin posteriormente esclareceu que a ordem deveria ser cumprida nos locais em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. Nas seções já encerradas, os votos poderiam ser computados e totalizados.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, enviou ofício aos Tribunais Regionais Eleitorais orientando que as seções que ainda estivessem abertas permanecessem em funcionamento até as 19h e determinando a adoção das providências necessárias ao cumprimento da decisão.
A mudança provocou forte reação da campanha de Flávio. O coordenador da candidatura, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o STF de “intervenção” e falou em risco de “golpe judiciário” ou “chicana administrativa”. Parlamentares aliados também passaram a questionar a segurança jurídica da eleição.
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