“Maior exército democrático do mundo venceu”, diz Guimarães
Ministro atribui resultado à mobilização popular e elogia estratégia de comunicação comandada por André Janones no segundo turno
O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, celebrou neste domingo, 25, a reeleição de Lula (PT) e atribuiu o resultado à mobilização popular no segundo turno.
Em publicação no X, também elogiou o deputado federal André Janones (Rede-MG) e afirmou que o deputado comandou uma “estratégia de comunicação decisiva” durante a campanha. Janones coordenou o canal de WhatsApp “Exército do Lula“, para mobilizar os apoiadores do presidente na reta final da eleição. O canal tem quase 11 milhões de seguidores.
“Foi histórico! O Brasil escreveu mais um capítulo da sua democracia! A reeleição de Lula para o seu quarto mandato é um marco histórico e uma demonstração da força da mobilização popular. Meu reconhecimento ao companheiro André Janones, que comandou uma estratégia de comunicação decisiva nesta caminhada, e a cada brasileira e brasileiro que se levantou no segundo turno, ocupou as ruas, tomou as redes sociais e fez da esperança uma força coletiva”, escreveu José Guimarães.
“Foi a união de milhares de pessoas, a militância incansável e a coragem de defender a democracia que marcaram essa jornada e fizeram o que todos chamavam de impossível. Quando o povo se mobiliza, a história acontece! Foi histórico! O maior exército democrático do mundo venceu!”, complementou.
Com 98,76% das urnas apuradas, o petista tinha 51,75% dos votos válidos (63.388.523), contra 48,25% do adversário (59.099.143), em uma disputa marcada por forte polarização e que terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
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