PT quer prisão de secretário de Nunes por frota reduzida de ônibus
Partido acusa Prefeitura de São Paulo de descumprir ordem judicial que determinou 100% dos veículos em circulação no segundo turno
O PT de São Paulo vai pedir a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, por suposto descumprimento da ordem judicial que determinou a circulação de 100% da frota de ônibus neste domingo, 25, dia do segundo turno das eleições.
Dados do aplicativo Infobus apontavam que apenas 71,7% dos veículos estavam em operação às 13h20.
O partido também pediu à Justiça Eleitoral a ampliação do horário de votação na capital paulista, sob a alegação de que a falta de ônibus estaria dificultando o deslocamento de eleitores até as zonas eleitorais.
“Temos pedido desde cedo que reestabeleçam a frota, e a prefeitura não atende”, disse o deputado federal Kiko Celeguim, presidente do PT paulista.
Ordem judicial
A Justiça Eleitoral determinou na sexta-feira, 23, que a prefeitura e a SPTrans mantivessem em circulação toda a frota prevista para dias úteis regulares.
A decisão estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.
Frota reduzida
Segundo o Infobus, dos 13.790 ônibus da frota municipal, 9.892 estavam em circulação às 13h20, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens.
Algumas linhas operavam com poucos veículos, como a Vila Carrão–Praça da Sé, que tinha apenas um dos 17 ônibus em circulação.
A prefeitura afirmou que cumpriria a determinação, mas criticou a decisão por ter sido tomada “a menos de 24 horas do pleito”.
A gestão alegou que as concessionárias tiveram menos de 12 horas para mobilizar mais de 10 mil trabalhadores e que o plano original previa 6,9 mil ônibus, um reforço de 40% em relação aos domingos habituais.
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