Megaobra rodoviária reúne 16 viadutos, três pontes, três passarelas e quase 15 km de novas pistas para transformar a travessia de uma das principais cidades do interior do Sul
A separação de fluxos entre caminhões e bairros urbanos reúne estruturas em vários níveis e intervenções que já foram liberadas em etapas.
O encontro entre caminhões de longa distância e veículos dos bairros exigiu uma reorganização de grandes proporções no centro do Rio Grande do Sul. A Travessia Urbana de Santa Maria reúne pistas ampliadas e estruturas em níveis diferentes nas BRs 158 e 287, com conexões também à BR-392.
O que muda na circulação por Santa Maria?
A obra busca separar parte do tráfego que apenas atravessa a cidade dos deslocamentos de moradores entre bairros. Em uma interseção com caminhões, ônibus e carros, reduzir os cruzamentos no mesmo nível diminui pontos de conflito e organiza as entradas e saídas.
A cidade de Santa Maria funciona como entroncamento de caminhos para a região central, a Fronteira Oeste e o sul gaúcho. Por isso, as intervenções não se limitam a alargar a rodovia: também alteram o modo de acessar ruas locais.

Como 16 viadutos se integram às novas pistas?
O empreendimento contempla 14,7 quilômetros de novas pistas entre o Trevo do Castelinho e a ponte sobre o Arroio Taquara. O pacote reúne ainda 10,7 quilômetros de ruas laterais e 18,5 quilômetros de ramos e acessos distribuídos ao redor de viadutos e rotatórias.
Os 16 viadutos permitem ligações que cruzam outros fluxos sem exigir a parada de todos os veículos no mesmo ponto. Pontes atendem às travessias de cursos d’água, enquanto passarelas oferecem alternativas específicas para pedestres atravessarem áreas de circulação intensa.
Quais estruturas compõem o investimento federal?
Além dos viadutos, estão previstas no conjunto três pontes e três passarelas. As travessias para pedestres ficam nos bairros Parque Pinheiro, São João e Floresta, aproximando o projeto das necessidades de quem circula a pé.
O investimento acumulado foi informado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em cerca de R$ 470 milhões. Esse valor cobre um conjunto de obras rodoviárias e urbanas, e não apenas a construção das pontes.
As principais frentes do projeto incluem:
Por que existem cruzamentos em três níveis?
Na região do bairro Uglione, o sistema combina viaduto, trincheira e acessos para distribuir os movimentos entre rodovias e ruas da cidade. A passagem inferior evita que determinados deslocamentos precisem cruzar o tráfego principal na mesma altura.
Em agosto de 2026, o DNIT anunciou a liberação do sentido sul–norte da trincheira entre as BRs 392 e 158. A abertura dessa ligação mostra como um empreendimento grande pode entrar em uso gradualmente, antes de todos os acabamentos e ajustes finais.
As estruturas têm funções diferentes na circulação:
As intervenções já estão todas concluídas?
O DNIT informou em junho de 2026 que o empreendimento estava com 99% de execução e ainda dependia de serviços na passagem inferior da rua Vasco da Cunha e na trincheira. O prazo então projetado não substitui a confirmação formal de encerramento.
Novas liberações em agosto demonstraram que a fase final continuava exigindo ajustes. É possível utilizar partes do corredor mesmo com obras complementares em andamento, razão pela qual abertura de pista e conclusão integral são marcos diferentes.
Leia também: Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões
Qual é o efeito para quem usa as rodovias?
A organização de alças, vias laterais e travessias tende a oferecer trajetos mais definidos a motoristas, moradores e pedestres. Também pode reduzir o encontro entre veículos pesados em trânsito regional e carros envolvidos em viagens curtas dentro da cidade.
O resultado depende ainda de sinalização, manutenção e do respeito às rotas implantadas. Para a região central gaúcha, a travessia representa uma mudança permanente no desenho dos acessos, mais ampla do que a simples adição de faixas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)