Dois reservatórios de magma estavam escondidos sob um vulcão visitado por turistas e cercado por quase dois milhões de pessoas
Os pesquisadores não identificaram nenhum perigo imediato para as comunidades que vivem perto do vulcão

O que você vai ver
- Onde fica o vulcão Masaya e por que ele é tão visitado.
- Que técnica de satélite revelou os dois reservatórios de magma.
- Como os pesquisadores distinguiram o reservatório que ganha magma do que perde.
- Por que o InSAR funciona bem numa região tropical como essa.
- O que esses dados significam para quem vive perto do vulcão.
Dados de satélite revelaram dois reservatórios de magma ativos até então desconhecidos sob o vulcão Masaya, destino turístico popular na Nicarágua cercado por quase dois milhões de pessoas vivendo a poucos quilômetros de distância.
Onde fica o Masaya e por que é tão visitado?
O vulcão Masaya fica perto de Manágua, capital da Nicarágua, e sua caldeira é um parque nacional conhecido por abrigar um lago de lava visível, atração que recebe turistas regularmente apesar de o vulcão liberar continuamente gases ricos em dióxido de enxofre, que podem atingir concentrações perigosas, e de cerca de 2 milhões de pessoas viverem a até 21 quilômetros de distância da cratera ativa.
Around a glowing pit of liquid rock in Nicaragua, the ground spent six years sinking while the surrounding mountain started rising. That mountain is Masaya Volcano, a national park where tourists look into the Santiago crater at a lava lake, an open bowl of liquid lava, with about two million people living within 13 miles. From 2018 to 2024, the Sentinel-1 radar satellite peered through the clouds once every 12 days to track tiny shifts in the earth. A Penn State study by Lizzie Johnson and Christelle Wauthier, published October 19, 2026 in Geophysical Research Letters, found that the caldera, the volcano’s large sunken basin, sank and then rose as new magma probably entered a deep reservoir. Meanwhile, the crater ground kept sinking as a second, shallower reservoir lost magma. Beneath one volcano, the magma in plain sight and the magma far below move in opposite directions. https://t.co/BVA2GYowQg
— Geoclysm (@Geoclysm) October 20, 2026
Que técnica revelou os reservatórios?
A equipe, liderada por Lizzie Johnson, então graduanda da Penn State University e hoje doutoranda na Universidade do Havaí em Manoa, analisou seis anos de dados do satélite Sentinel-1, entre 2018 e 2024, usando a técnica de interferometria de radar de abertura sintética, conhecida pela sigla InSAR, capaz de detectar variações mínimas na altitude do terreno mesmo sob cobertura de nuvens.
Como os pesquisadores distinguiram os dois reservatórios?
Um reservatório mais profundo parece estar recebendo magma novo, padrão identificado porque a área correspondente afundou primeiro e depois passou a subir ao longo do período estudado, enquanto a região ao redor da cratera Santiago, mais rasa, continuou afundando de forma constante durante todo o intervalo analisado, sinal de que esse segundo reservatório está perdendo magma em vez de recebê-lo.
Por que o InSAR funciona bem nos trópicos?
O satélite Sentinel-1 passa sobre o vulcão aproximadamente a cada 12 dias, e a técnica de radar usada consegue detectar variações mínimas na altitude do terreno mesmo quando a região está coberta por nuvens, característica particularmente útil numa área tropical como a Nicarágua, onde a cobertura de nuvens constante dificultaria métodos de observação que dependessem de imagens óticas convencionais.
Satellites reveal two magma reservoirs shifting beneath Masaya, a volcano with 2 million people living nearby https://t.co/70A37Hd4qR https://t.co/5Zw3Ksj1z3
— Earth.com (@EarthDotCom) October 6, 2026
O que isso significa para quem vive perto do vulcão?
Apesar da descoberta de uma estrutura subterrânea mais complexa do que se conhecia até então, os pesquisadores não identificaram nenhum perigo imediato para as comunidades próximas ao Masaya, e os dados devem servir principalmente para aprimorar o monitoramento de longo prazo do vulcão, ajudando a entender melhor como esses dois reservatórios interagem entre si ao longo do tempo.
Estruturas complexas escondidas sob a superfície de lugares visitados rotineiramente também aparecem no relato sobre o pássaro cujas asas sacrificam eficiência de voo para conseguir caçar quase parado no ar.
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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