Um lagostim gigante ganhou o apelido de Crawzilla e provocou uma busca nacional que encontrou outro ainda maior
Latitude, oxigênio e tipo de habitat não explicaram por que os maiores exemplares param de crescer no mesmo ponto

O que você vai ver
- Como e onde o lagostim apelidado de Crawzilla foi encontrado.
- Como a busca nacional por outros exemplares grandes foi organizada.
- Onde e quando o recordista da lista foi encontrado.
- Que padrão chamou atenção entre os 20 maiores exemplares.
- Qual hipótese tenta explicar esse limite de tamanho.
Um lagostim excepcionalmente grande, apelidado de Crawzilla depois de ser retirado da lama em Kentucky, motivou uma busca nacional por exemplares igualmente incomuns em coleções de museus, e acabou revelando um recordista ainda maior guardado havia anos numa universidade americana.
Como o Crawzilla foi encontrado?
A pesquisadora Caitlin Bloomer retirou o lagostim da lama durante um levantamento biológico de rotina em Kentucky, achado que chamou tanta atenção pelo tamanho fora do comum que ela decidiu investigar se exemplares parecidos já haviam sido registrados, mas nunca destacados, em coleções científicas espalhadas pelo país.
There is a crayfish whose official common name is the "Crawzilla crawdad." A biologist pulled a giant one out of the mud in Kentucky, with a body shell 77.5 mm long, and was sure she had a record. A colleague said he’d caught bigger, so scientists went through museum collections across North America to settle it. The champ turned out to be a Tennessee bottlebrush crayfish collected in 2011, with a shell of 86.6 mm (about 3.4 inches), roughly the length of a credit card, and that’s not counting the claws or tail. The weird part is that North America’s biggest crayfish all seem to top out around 80 mm no matter the climate or habitat, so the size limit may be built into their bodies. Just throw them in the pot.
— Gina Beana Fofina (@Ginasassyass) October 21, 2026
Como a busca nacional foi organizada?
Bloomer pediu a biólogos e curadores de museus de todo os Estados Unidos que revisassem suas próprias coleções em busca de espécimes incomumente grandes, medidos com paquímetros para garantir precisão comparável entre instituições diferentes, esforço colaborativo que resultou numa lista final de 20 indivíduos excepcionalmente grandes, pertencentes a 18 espécies distintas de lagostim norte-americano.
Onde o recordista foi encontrado?
O maior exemplar da lista, um lagostim-escova-do-Tennessee, mediu 86,6 milímetros sem contar cauda, pinças e antenas, e já estava guardado havia anos na coleção da West Liberty University, na Virgínia Ocidental, coletado originalmente em 2011 por Zac Loughman e seus alunos. O próprio Crawzilla, apesar da fama repentina, não foi o maior da lista, mas o único lagostim escavador entre os 20 selecionados.
Que padrão chamou atenção?
Segundo Bloomer, praticamente todos os maiores indivíduos da lista pareciam parar de crescer perto da marca de 80 milímetros de comprimento corporal, padrão que se repetiu mesmo entre espécies diferentes vindas de regiões variadas do país, achado inesperado o suficiente para levantar uma pergunta científica sobre o que realmente limita o crescimento desses crustáceos.
Yesterday, I got to tell an 8 year old girl that there actually is a crayfish species called the Crawzilla crawdad (Lacunicambarus chimera), and I cannot express how delighted she was. https://t.co/odAryEyRar
— Sophianeⵣ 🦇🦞🐈⬛ (@HonkIfUrHoary) August 11, 2026
Qual hipótese explica esse limite?
Latitude, disponibilidade de oxigênio e tipo de habitat não explicaram, sozinhos, essa diferença de tamanho observada entre os indivíduos, o que levou os pesquisadores a suspeitar que o limite possa ser de natureza biológica, possivelmente relacionado à própria estrutura do exoesqueleto ou à anatomia muscular desses animais, hipótese que ainda precisa ser confirmada por estudos futuros mais específicos.
Descobertas acidentais que acabam revelando padrões científicos mais amplos também aparecem no relato sobre o coral dourado encontrado a mais de 300 metros de profundidade que precisou ganhar uma família taxonômica própria.
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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