Uma árvore dourada apareceu a mais de 300 metros de profundidade e era tão estranha que precisou ganhar uma família própria
Três genes comumente usados deram resultados conflitantes, obrigando os pesquisadores a comparar centenas de genes

O que você vai ver
- Onde e a que profundidade o coral foi encontrado.
- Como é a aparência física dessa espécie recém-descrita.
- Por que os genes comuns não deram conta de classificar o coral.
- Que técnica resolveu a dúvida taxonômica.
- Quem descobriu o coral e onde o estudo foi publicado.
Um coral de cor amarela intensa e aspecto ramificado, parecido com uma pequena árvore dourada, foi encontrado em montanhas submarinas da Costa Rica e se mostrou geneticamente tão diferente de tudo já catalogado que os cientistas precisaram criar um gênero e uma família taxonômica inteiramente novos para classificá-lo.
Onde e a que profundidade foi encontrado?
O coral foi localizado em montanhas submarinas próximas à Ilha del Coco e na margem do Pacífico da Costa Rica, entre 360 e 529 metros de profundidade, faixa que o coloca bem abaixo do alcance de mergulho convencional, exigindo veículos submersíveis operados remotamente para que os pesquisadores pudessem coletar amostras do fundo oceânico.

Como é a aparência dessa espécie?
Batizada de Laurinque elenya, a espécie apresenta cor amarela intensa e estrutura ramificada que lembra uma pequena árvore, com algumas colônias ultrapassando um metro de altura, porte considerável para um coral de água profunda e que contribuiu diretamente para chamar a atenção dos pesquisadores durante as expedições de coleta na região.
Por que os genes comuns não resolveram a classificação?
Os três genes normalmente usados para classificar corais desse tipo apresentaram resultados conflitantes entre si quando aplicados a essa nova espécie, situação que impedia os pesquisadores de simplesmente encaixá-la numa família já conhecida e exigia uma abordagem genética mais ampla e detalhada para resolver a dúvida taxonômica de forma definitiva.
Que técnica resolveu a dúvida?
A equipe recorreu à filogenômica, método que compara centenas de genes simultaneamente em vez de apenas alguns marcadores isolados, análise que revelou tratar-se de uma linhagem evolutiva distinta, mais próxima da família Eunicellidae, mas diferente o suficiente em genética e anatomia para justificar a criação de um gênero novo, batizado de Laurinque, e de uma família inteiramente nova, chamada Laurinqueidae.

Quem descobriu o coral e onde foi publicado?
A descoberta foi liderada por Odalisca Breedy, da Universidade de Costa Rica, em colaboração com pesquisadores de outras instituições, com apoio logístico do Schmidt Ocean Institute, que forneceu o veículo submersível ROV SuBastian usado nas expedições de 2019 e 2023, e financiamento adicional da National Geographic Society. O estudo foi publicado na revista científica ZooKeys.
Organismos que desafiam categorias já estabelecidas e exigem reclassificação completa também aparecem no relato sobre o contato de cinco dias que ajudou corais quase mortos a recuperar cor e sobreviver semanas depois.
Mais detalhes sobre a descoberta estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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