Uma estrada de 14 km está recebendo R$ 274 milhões para ganhar duas pontes, um viaduto e novas pistas de concreto em um dos principais acessos ao litoral brasileiro
O novo desenho do corredor combina pista principal, acessos locais e estruturas para melhorar a circulação durante períodos de maior demanda.
A chegada de veículos ao litoral pode concentrar filas em uma estrada que também serve aos deslocamentos de moradores. A duplicação da PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste, prevê 14,28 quilômetros de pistas de concreto e investimento de R$ 274,5 milhões. O projeto inclui novas pontes, um viaduto e vias marginais para organizar o fluxo regional.
Qual trecho da PR-412 está sendo transformado?
A intervenção começa perto da ponte sobre o Canal de Matinhos e segue até o entroncamento com a PR-407, na região de Praia de Leste, em Pontal do Paraná. Os 14,28 quilômetros formam um dos principais acessos rodoviários entre municípios litorâneos.
A rodovia PR-412 já atende tanto deslocamentos locais quanto viagens de quem chega ao litoral. Por isso, a duplicação precisa considerar cruzamentos urbanos, acessos comerciais, ciclistas e a circulação sazonal de visitantes.
Por que as novas pistas serão feitas de concreto?
O contrato prevê pavimento rígido de concreto na pista central, em substituição ao pavimento existente. A solução usa placas de concreto e exige uma preparação específica da base, das juntas e da drenagem para suportar o tráfego.
O projeto divulgado pelo DER/PR descreve placas com 21 centímetros de espessura. As vias marginais, por sua vez, terão pavimento asfáltico, separando o uso de longa distância das entradas locais em partes do corredor.
Onde ficarão as duas pontes e o novo viaduto?

As pontes estão previstas sobre o Canal de Matinhos e o Rio Balneário. Já o viaduto será construído no cruzamento da rodovia com a Avenida Curitiba, em Matinhos, substituindo a solução anterior em nível.
Essa combinação permite adequar as travessias sobre a água e reorganizar a passagem de veículos por uma interseção importante. As obras não significam que todas as estruturas estejam concluídas ou liberadas simultaneamente.
O pacote de infraestrutura reúne elementos diferentes:
Quanto será investido e qual é o andamento?
O investimento contratado é de R$ 274,5 milhões. Em maio de 2026, o governo do Paraná comunicou avanço de 14,31% na execução e iniciou a etapa de construção do viaduto após mudanças temporárias no trânsito.
O boletim estadual de andamento registra as marginais e as estruturas especiais como partes do mesmo empreendimento. O percentual é um retrato de maio de 2026, não uma atualização diária.
Os números principais descrevem partes distintas do contrato:
Como as vias marginais devem mudar a circulação?
As marginais permitem organizar acessos a imóveis e estabelecimentos sem exigir que todo veículo entre imediatamente no fluxo principal. O projeto também prevê passeios, ciclovias, iluminação e pontos específicos de entrada e saída.
Para motoristas que percorrem o trecho completo, a separação dos movimentos pode reduzir interferências causadas por conversões locais. Para moradores, o desenho das conexões determinará a facilidade de alcançar cada bairro ou comércio.
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Quando a ampliação poderá atender toda a temporada?
A previsão de conclusão anunciada pelo estado é março de 2028, sujeita às etapas do contrato. Enquanto houver obras, interdições temporárias e desvios podem continuar sendo necessários em cruzamentos e acessos.
A capacidade adicional será percebida de maneira mais consistente depois da entrega das pistas e estruturas conectadas. Até lá, as condições de circulação dependem dos trechos efetivamente liberados e das orientações de trânsito em cada fase.
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