Megaobra de R$ 5 bilhões começa a transformar duas hidrelétricas gigantes construídas sobre um dos principais rios do Sul do Brasil para ampliar a geração de energia até 2030
As novas unidades de geração aproveitam estruturas antigas e podem ampliar a oferta de potência sem construir outros reservatórios.
Escavações, novas turbinas e estruturas de concreto voltaram a ocupar áreas de grandes usinas no Sul. A ampliação das hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, no Rio Iguaçu, começou em junho de 2026 e reúne investimentos de aproximadamente R$ 5 bilhões da Copel até 2030.
O que será construído nas duas usinas do Rio Iguaçu?
A Copel vai instalar quatro novas unidades geradoras, duas em Segredo e duas em Foz do Areia. As intervenções modernizam a capacidade de produção de energia sem exigir a construção de novas barragens para os empreendimentos.
As instalações aproveitam espaço planejado em projetos antigos. Na usina de Segredo, o canteiro inclui uma segunda casa de força. Em Foz do Areia, a montagem utiliza áreas e estruturas reservadas desde a implantação original.

Como a Usina de Segredo poderá dobrar sua potência?
A potência instalada de Segredo passará dos atuais 1.260 megawatts para 2.526 megawatts, conforme o projeto da companhia. Parte do trabalho reaproveita túneis construídos décadas atrás para conduzir água às novas máquinas.
A segunda casa de força ficará ao lado da existente, em área da própria empresa. Esse arranjo permite adicionar equipamentos de geração sem elevar o nível do reservatório, embora mantenha obras civis relevantes no entorno.
Por que Foz do Areia terá expansão de 50%?
A Foz do Areia receberá duas novas turbinas e elevará sua potência instalada de 1.676 para 2.536 megawatts. A usina já possui espaços previstos para expansão, o que permite incorporar máquinas ao conjunto atual.
A obra difere da intervenção em Segredo porque aproveita diretamente estruturas preparadas para unidades adicionais. Nas duas instalações, a água do Rio Iguaçu continuará movimentando turbinas que acionam geradores elétricos.
Quatro elementos resumem o alcance do empreendimento:
Quanto a Copel pretende aumentar sua capacidade?
Somadas, as ampliações acrescentarão aproximadamente 2,1 gigawatts de potência instalada. A companhia estima um aumento de cerca de 33% na própria capacidade total de geração, considerando o conjunto de seus empreendimentos.
Potência instalada mede a capacidade máxima nominal dos equipamentos, não a produção contínua durante todos os dias. O despacho das usinas depende das condições do sistema elétrico e da disponibilidade de água e equipamentos.
Os indicadores centrais ajudam a dimensionar o projeto:
Quando as obras começaram e quantos empregos são previstos?
A expansão anunciada pela Copel começou em 18 de junho de 2026. A empresa prevê aproximadamente 2 mil empregos diretos durante o pico das intervenções nas duas unidades.
Além do trabalho nos canteiros, a movimentação deverá atingir fornecedores, transporte e serviços locais. A estimativa de postos de trabalho vale para o período mais intenso das obras e não representa empregos permanentes após a entrega.
Leia também: Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões
Qual será o resultado esperado até 2030?
A previsão da companhia é concluir as ampliações até 2030, permitindo oferecer mais potência em momentos de consumo elevado. O investimento total anunciado é próximo de R$ 5 bilhões, distribuído entre os dois empreendimentos.
A expansão busca aumentar a flexibilidade do sistema elétrico sem erguer novas represas. O ganho efetivo de produção dependerá do funcionamento das turbinas e das condições operacionais após a entrada dos equipamentos em serviço.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)