Uma obra de R$ 450 milhões prevê 17 viadutos, uma ponte e quase 12 km de pistas duplicadas para modificar o contorno rodoviário de uma das maiores cidades do Sul
O convênio estadual substitui a pista simples por pavimento rígido de concreto e vias marginais para separar o transporte de cargas do trânsito local.
Traçado originalmente para desviar caminhões do centro urbano, o corredor viário acabou cercado por bairros populosos e distritos industriais ao longo das últimas décadas. Com orçamento previsto de R$ 450 milhões, a duplicação do Contorno Sul de Maringá, no Paraná, reformula cerca de 12 km entre a BR-376 e a PR-317.
Como funciona a ligação do Contorno Sul de Maringá entre a BR-376 e a PR-317?
O Contorno Sul de Maringá estende-se por aproximadamente 12 km, conectando o corredor federal da BR-376 à rodovia estadual PR-317. Essa rota serve de passagem obrigatória para carretas que escoam grãos e cargas frigoríficas do norte e noroeste paranaense rumo ao sudoeste e aos portos.
Com o crescimento acelerado de Maringá e do município vizinho de Sarandi, a estrada de pista simples passou a absorver também o deslocamento diário de trabalhadores e moradores. A autorização do convênio pelo governo estadual busca resolver esse conflito entre tráfego rodoviário pesado e trânsito municipal.

Por que o trecho de quase 12 km terá 17 viadutos e vias marginais?
A previsão de construir 17 viadutos e uma ponte em cerca de 12 km cria uma média superior a uma grande estrutura de engenharia a cada 700 metros de estrada. Essa alta concentração de passagens em desnível substitui cruzamentos diretos e rotatórias que hoje represam o fluxo nos horários de pico.
Para completar o isolamento das pistas centrais, o plano incorpora vias marginais e passarelas de pedestres ao longo do percurso. Dessa forma, os motoristas que circulam entre bairros e empresas utilizam as faixas laterais, enquanto os caminhões seguem pelo tronco principal sem paradas.
Cinco intervenções estruturais definem o pacote técnico autorizado para o corredor:
Qual é a vantagem da pavimentação em concreto nesse corredor?
O projeto adota a pavimentação em concreto para suportar o peso constante das composições de carga que cruzam o anel viário maringaense. Ao contrário do asfalto flexível, que costuma sofrer afundamentos e buracos sob tráfego severo, as placas rígidas mantêm a superfície nivelada por décadas.
Segundo os padrões construtivos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, o pavimento rígido reduz a frequência de interdições de faixa para serviços de tapa-buraco. Além da resistência mecânica, a coloração clara do cimento melhora a reflexão da luz dos faróis à noite e reduz a distância de frenagem na chuva.
As entregas do projeto combinam capacidade estrutural, fluidez nos cruzamentos e durabilidade:
Como o investimento de R$ 450 milhões se distribui na obra?
Na divisão direta pelos 12 km aproximados do traçado, o orçamento de R$ 450 milhões representa um custo estimado de R$ 37,5 milhões por quilômetro. Esse valor por quilômetro supera o de duplicações rurais comuns devido à quantidade elevada de obras de arte especiais no perímetro urbano.
A maior fatia dos recursos destina-se às fundações e vigas dos 17 viadutos e da ponte, além da terraplenagem das vias marginais e drenagem pluvial. O pacote contempla ainda iluminação, sinalização vertical e horizontal e a instalação das passarelas sobre as novas pistas.
O que muda para os bairros e distritos industriais de Maringá?
A reorganização dos acessos urbanos e industriais permite que caminhões de entrega entrem nos galpões logísticos pelas marginais sem bloquear a pista principal. Ao mesmo tempo, moradores dos bairros da zona sul de Maringá ganham travessias diretas sob os viadutos para chegar ao centro da cidade.
Para as transportadoras que cruzam a região entre a BR-376 e a PR-317, a eliminação dos conflitos de cruzamento reduz o tempo de viagem e o consumo de combustível. A fluidez contínua também diminui o risco de engavetamentos causados por frenagens repentinas em fila.
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Etapas do convênio e impactos durante a execução dos trabalhos
A autorização do convênio pelo governo do Paraná viabiliza o repasse financeiro e os trâmites de contratação, mas o avanço físico depende das etapas licitatórias e executivas. Obras em corredores urbanos adensados exigem ainda o remanejamento de redes de água, energia e telecomunicações.
Durante a construção dos 17 viadutos e a cura das placas de concreto ao longo dos 12 km, o tráfego local enfrentará desvios programados e restrições parciais de faixa. Concluída a intervenção, o anel viário deixa de operar como gargalo municipal para funcionar como corredor expresso de alta capacidade.
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