Kassio dá 24 horas para Meta explicar suspeitas sobre ‘Exército do Lula’
Decisão atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e cobra informações sobre possíveis ações coordenadas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para as empresas Meta, Google e X explicarem suspeitas de ações coordenadas nas redes sociais a partir do “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG).
Nunes Marques assinou a determinação atendendo a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A defesa do senador afirma que o canal estaria orientando apoiadores a divulgar hashtags em horários determinados, reproduzir mensagens prontas e realizar buscas coordenadas no Google.
Os advogados destacam que Janones teria orientado integrantes do canal, atualmente com 8 milhões de seguidores, a pesquisar no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”.
A campanha de Flávio também questiona uma resposta anterior da Meta, que afirmou não ter identificado sinais de comportamento coordenado no WhatsApp. Segundo os advogados, a empresa não explicou quais critérios utilizou para chegar a essa conclusão.
“Intime-se, com urgência, a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. para que, no prazo de 24 horas, apresente manifestação acompanhada de relatório técnico circunstanciado, com metodologia, critérios, resultados e limitações”, escreveu Kassio.
Entre as determinações estão a análise de possíveis ações coordenadas entre contas e plataformas, a identificação de publicações com alcance artificialmente ampliado e a verificação de eventuais impulsionamentos pagos.
Kassio também cobrou informações sobre a circulação de mensagens entre WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, além das medidas adotadas pela Meta para identificar e combater possíveis irregularidades.
As empresas deverão esclarecer se identificaram movimentações suspeitas entre os dias 18 e 20 de outubro, especialmente em pesquisas em alta, sugestões de busca e hashtags que ganharam destaque nas plataformas.
O ministro também ordenou que as três empresas preservem os registros relacionados aos fatos para permitir uma análise posterior das suspeitas.
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