Duas imagens de satélite olharam para vulcões da Etiópia de jeitos diferentes e juntas revelaram como o magma empurra o chão
A combinação de dois radares permitiu acompanhar ao mesmo tempo elevação, subsidência e deslocamento lateral do terreno

O que você vai ver
- Onde fica a região estudada e por que ela é monitorada de perto.
- Quais dois satélites forneceram as imagens combinadas no estudo.
- O que a técnica de radar consegue medir no solo à distância.
- Quanto magma se moveu e por quanto tempo o fenômeno durou.
- Por que medir deformação do solo ajuda a prever risco sem perfurar o vulcão.
Pesquisadores combinaram imagens de dois satélites de radar diferentes para acompanhar, à distância e sem qualquer perfuração, como o magma se desloca por baixo da superfície em uma região vulcânica da Etiópia, revelando um movimento subterrâneo que não chegou a causar erupção visível.
Onde fica a região estudada?
O estudo analisou o Vale do Rift Etíope, região vulcânica conhecida por abrigar várias estruturas ativas, incluindo o vulcão Erta Ale, uma das poucas crateras do mundo com lago de lava permanente, área que pesquisadores monitoram de perto justamente pelo histórico de atividade geológica intensa e pela proximidade de comunidades locais.
The Great Rift valley is the single most defining geographical feature in Africa. It influences alot, from Ethiopia’s huge population, conflict dynamics, Kenya’s agriculture and athletics, human settlements in the great lakes, origin of rivers, ancient migration routes, tourism. https://t.co/3nP80bImza
— Geography of Kenya (@kenyangeography) September 6, 2023
Quais satélites forneceram as imagens?
A equipe combinou dados dos satélites europeus Sentinel-1 com imagens da constelação italiana COSMO-SkyMed, usando a técnica de interferometria de radar de abertura sintética, conhecida pela sigla InSAR, capaz de detectar movimentos no solo de apenas alguns milímetros ao comparar imagens de radar capturadas em momentos diferentes sobre a mesma área.
O que a técnica de radar consegue medir à distância?
A combinação das duas fontes de radar permitiu à equipe acompanhar, ao mesmo tempo, elevação, subsidência e deslocamento lateral do terreno, três tipos diferentes de movimento que juntos formam um retrato muito mais completo de como a crosta terrestre está reagindo à movimentação de magma por baixo dela do que qualquer uma das duas fontes de imagem conseguiria mostrar sozinha.
Quanto magma se moveu e por quanto tempo?
Entre dezembro de 2024 e março de 2025, cerca de 1,4 quilômetro cúbico de magma viajou por quase 50 quilômetros sob a superfície, publicado na revista Science Advances, deslocamento registrado inteiramente por baixo da terra, sem gerar uma erupção visível que confirmasse, à primeira vista, que todo esse volume de rocha fundida estava realmente em movimento.
No matter where you live, this is where your ancestors came from. The Great Rift Valley, in Kenya, seen from space. https://t.co/fXrx1pjINn https://t.co/y4ziBk1uK8
— Chris Hadfield (@Cmdr_Hadfield) June 22, 2020
Por que medir deformação ajuda a prever risco sem perfurar?
Observar como o solo sobe, afunda ou se desloca lateralmente permite aos cientistas inferir a localização de reservatórios de magma e os caminhos que ele percorre por baixo da crosta terrestre, sem necessidade de perfurar fisicamente o vulcão, método que reduz custo e risco de monitoramento e ainda permite acompanhar áreas remotas ou de difícil acesso com a mesma precisão de instrumentos instalados diretamente no solo.
Fenômenos geológicos monitorados sem contato direto também aparecem no relato sobre o direito de arrependimento que não vale da mesma forma para compras feitas em loja física.
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na reportagem original da Indian Defence Review.
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