A cidade tocantinense do Jalapão, famosa mundialmente por concentrar a colheita e o artesanato exclusivo feito de capim-dourado
Artesanato de capim-dourado em Mateiros transforma a renda no Jalapão
O artesanato de capim-dourado em Mateiros movimenta a economia no coração do Tocantins e atrai olhares do mundo todo para o meio do cerrado. Essa tradição única passa de pai para filho e garante o sustento de centenas de famílias no interior do estado.
Como funciona a colheita do capim-dourado no cerrado?
A apanha da haste dourada acontece apenas entre os meses de setembro e novembro para proteger a renovação da planta no campo. Os moradores locais seguem regras rígidas e cortam só a flor com a semente para garantir a brotação no ano seguinte.
Todo o processo de coleta é feito de forma manual e exige caminhadas longas pelas veredas do parque. Essa preocupação com o meio ambiente evita a extinção do vegetal e mantém o Cerrado vivo e preservado.

Por que Mateiros ficou famosa com essa produção artesanal?
A cidade guarda o povoado do Mumbuca, onde a comunidade quilombola começou a trançar as primeiras peças com fibra da seda de buriti. A técnica antiga virou a marca registrada do município e conquistou feiras de moda no exterior com facilidade.
Abaixo estão os itens mais produzidos pelas artesãs da região:
- Bijuterias elegantes, como brincos, colares e pulseiras brilhantes;
- Bolsas de mão e chapéus resistentes para usar no calor;
- Mandala decorativa e cestos trançados para enfeitar a casa;
- Sousplats e descansos de panela para compor a mesa do almoço.
Quanto custa comprar peças de artesanato de capim dourado em Mateiros?
Abaixo está a média de valores cobrados nas lojas da associação local.
| Tipo de produto | Tempo de confecção | Faixa de preço média |
|---|---|---|
| Brincos e pequenos acessórios | Cerca de duas horas | Entre R$ 20 e R$ 60 |
| Bolsas artesanais trabalhadas | Até três dias seguidos | Entre R$ 150 e R$ 450 |
Como a comunidade protege o capim-dourado contra a extração ilegal?
O governo estadual criou leis específicas que proíbem a saída da matéria-prima in natura sem antes virar peças prontas na região. Essa medida segura a renda dentro da cidade e evita que intermediários levem o lucro da produção embora.
A fiscalização conta com o apoio dos próprios moradores, que cuidam dos campos como um tesouro do povoado. A prática da sustentabilidade garante que a matéria-prima continue brotando forte por muitos anos nas veredas.
Veja o vídeo abaixo do canal Botas PraFora para entender como funciona esta produção na cidade:
O que fazer ao visitar as lojas de artesanato na cidade?
Passar pelas associações de artesãos é parada obrigatória para quem viaja rumo aos fervedouros do Parque Estadual do Jalapão. Você conversa direto com as mulheres que criam as peças e apoia o trabalho comunitário da região sem intermediários.
Comprar do pequeno produtor fortalece a cultura local e valoriza a história desse povo batalhador. Levar uma lembrança dourada na mala é a melhor forma de guardar um pedacinho desse lugar incrível no seu dia a dia.
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