Centrão busca acordo para aprovar reforma política e barrar ‘efeito Nikolas’
Na noite desta terça-feira, 20, deputados de siglas como Republicanos, MDB, PP, União Brasil estiveram reunidos na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta
Integrantes de partidos do Centrão buscam um acordo para aprovar uma reforma política que tenha o potencial de barrar o que eles têm chamado de “Efeito Nikolas”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Na noite desta terça-feira, 20, deputados de siglas como Republicanos, MDB, PP, União Brasil estiveram reunidos na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar chegar a um acordo sobre qual sistema deve ser adotado nas próximas eleições gerais.
Duas propostas estão na mesa: o sistema distrital misto, em que metade dos votos são destinados em uma lista fechada definida pelos partidos e a outra destinada à disputa proporcional. E o distritão, em que os mais votados são eleitos deputados.
Os dois sistemas têm suas falhas, segundo integrantes do Centrão. O distrital misto, conforme parlamentares ouvidos por O Antagonista, daria um poder excessivo aos caciques partidários; já o distritão é criticado por ser adotado apenas em países pouco democráticos.
A ideia dos integrantes do Centrão é aprovar essa reforma política antes mesmo que as novas bancadas assumam seus postos no Congresso nacional, a partir de fevereiro do ano que vem. O receio é que deputados eleitos neste ano se coloquem contra as mudanças propostas pelo Centrão.
Votação de reforma política deve ocorrer em novembro
Assim, a expectativa é que as mudanças sejam votadas pela Câmara ainda em novembro para que o Senado se manifeste sobre o tema no início de dezembro.
Nikolas recebeu 3.119.318 votos nas eleições de 2026, enquanto Pavanato obteve 3.038.438 votos, ficando em segundo lugar no ranking nacional. Os dois pertencem ao PL e ajudaram a legenda a conquistar 121 cadeiras na Câmara dos Deputados, formando a maior bancada do partido desde 1990.
Atualmente, a eleição para deputado federal segue o sistema proporcional de lista aberta. Os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são considerados no cálculo das cadeiras a que cada partido ou federação tem direito. Depois, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro dessas organizações, respeitados os requisitos previstos na legislação.
Na prática, um candidato com votação elevada pode contribuir para que outros integrantes de sua legenda também sejam eleitos. É esse mecanismo que está no centro das discussões sobre uma possível reforma.
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