Janones recebe alta hospitalar: “Direita nunca mais terá hegemonia nas redes”
Deputado deixa hospital após arritmia e diz que retomará atuação na reta final da campanha de Lula com “força máxima"
O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta hospitalar nesta terça-feira, 20, após ser internado por uma arritmia cardíaca, e afirmou, em entrevista a jornalistas, que retomará com “força máxima” sua atuação na reta final da campanha di presidente Lula (PT).
Ao deixar o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o parlamentar disse que a “extrema-direita nunca mais vai ter hegemonia nas redes sociais”. Janones havia sido internado na madrugada de segunda, 19, após o debate presidencial da Band.
“A gente fez realmente uma revolução digital no nosso país. E ainda que tivesse acontecido o pior comigo, de qualquer maneira, não tem volta. A extrema-direita nunca mais vai ter hegemonia nas redes sociais, porque o conhecimento que eu tenho relacionado à maneira de usar as redes sociais, à maneira como o algoritmo funciona, eu passei ele adiante. Eu já joguei ele no mundo, então ele não está mais comigo. A gente já provocou uma revolução digital e agora é segurar o que está acontecendo“, declarou.
Nas palavras do parlamentar lulista, “não existe, nunca existiu e nunca existirá no mundo alguém que vença nas urnas perdendo nas redes sociais e vice-versa. Quem vence nas redes, vai vencer nas urnas”.
De acordo com ele, porém, existe um atraso: “A coisa acontece nas redes sociais, demora ali uns dois, três, quatro dia para pesquisa [de intenções de voto detectar”.
Pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta terça aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com três pontos de vantagem sobre Lula no segundo turno. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 48% das intenções de voto, contra 45% do petista. Brancos e nulos são 5%; indecisos, 2%.
“Quem está na frente nas pesquisas é porque está na frente nas redes. E nós atropelamos a extrema-direita nas redes sociais. Nós não só vencemos, nós atropelamos, nós tiramos eles das redes sociais, só que tiramos de uma forma democrática, não ameaçando, não intimidando. Tiramos eles juntando um povo… eu não gosto da expressão de bem. Eu não acredito em cidadão de bem. Eu não sou cidadão de bem, eu sou um cidadão que erra, acerta, como todos nós”, falou Janones.
“Mas as pessoas que realmente acreditam na democracia, a gente conseguiu unir as pessoas que acreditam na democracia no nosso país”.
Conforme o parlamentar ainda, não há uma estratégia específica para atrair mais votos a Lula nos próximos dias.
“Se você me perguntar assim: ‘Conta para a gente o que você vai soltar no canal daqui uma hora’. Eu não tenho a mínima ideia do que eu vou soltar no canal daqui uma hora, porque se eu fizer isso, eu vou adotar o modelo engessado, que a gente já viu como funciona, onde você programa publicações, onde você discute pauta. Então é sentimento. Eu passo o tempo todo monitorando o que é postado nas nossas páginas, na página do presidente Lula, na nossa militância, na página deles”, disse.
“E baseado no que está acontecendo ali, eu monitoro todas as redes sociais, inclusive, tudo através do meu celular. É a partir dali que eu vou tirando o que enviar, o que deixar de enviar“.
Janones vem coordenado o canal de WhatsApp “Exército do Lula“, para mobilizar apoiadores do petista na reta final da campanha. O canal ultrapassou a marca de 5,6 milhões de inscritos.
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