Com 129 km de faixas adicionais, 94 pontos de ônibus e investimento de R$ 6,1 bilhões, projeto pretende modernizar quase 888 km de rodovias que atravessam dois grandes estados brasileiros
A proposta combina ampliação de capacidade, travessias e paradas para atender caminhões e moradores ao longo de uma ligação de grande extensão.
O escoamento de grãos e mercadorias exige corredores capazes de receber viagens longas sem ignorar os deslocamentos de quem mora ao longo das pistas. A Rota Agro Central reúne 887,6 quilômetros das BRs 070, 174 e 364, entre Mato Grosso e Rondônia, com ampliações e serviços previstos.
Que regiões serão atendidas pela Rota Agro Central?
O projeto contempla 887,6 quilômetros de rodovias entre a região de Cuiabá, em Mato Grosso, e Vilhena, em Rondônia. O sistema combina trechos das BRs 070, 174 e 364, que atendem transportadores e deslocamentos regionais.
A BR-174 passa por áreas do interior mato-grossense e se conecta a outras rodovias federais. Na concessão, sua participação integra uma rede logística, não uma única estrada duplicada ao longo de toda a extensão.

Como serão distribuídos os 129 km de faixas adicionais?
O programa contempla aproximadamente 129 km de faixas adicionais, implantadas em segmentos onde o planejamento identificou necessidade de ampliar o espaço para circulação. Elas podem facilitar a separação de veículos com velocidades diferentes sem duplicar todo o corredor.
O conjunto inclui ainda 22,8 km de duplicações e 12,37 km de marginais. As obras cumprem papéis distintos: pistas duplas separam sentidos, enquanto as marginais organizam entradas e saídas junto a áreas com movimentação local.
As intervenções previstas se distribuem por estas frentes:
Por que existem 94 pontos de ônibus no projeto?
As 94 paradas de ônibus foram incluídas para atender pessoas que utilizam transporte coletivo ao longo do corredor. Um ponto de parada estruturado ajuda a organizar o embarque e desembarque sem depender de improvisações junto ao acostamento.
O plano também contempla oito passarelas, destinadas a travessias em locais definidos no projeto. A segurança exige conexão adequada entre paradas, bairros e caminhos de pedestres; a simples instalação de estruturas isoladas não resolve todos os riscos.
O que está previsto no investimento de R$ 6,1 bilhões?
A previsão de aproximadamente R$ 6,1 bilhões refere-se às obras e melhorias de capital do projeto, dentro de uma concessão desenhada para 30 anos. Esse montante é distinto das despesas de operação e manutenção previstas na modelagem.
Além de intervenções nas pistas, a concessionária selecionada deverá oferecer conservação, monitoramento e atendimento ao usuário. O programa busca combinar infraestrutura para longas viagens com soluções específicas para travessias urbanas e circulação nas margens da estrada.
As três frentes oferecem benefícios de natureza diferente:
Em que fase está a concessão da Rota Agro Central?
A aprovação do edital pela ANTT ocorreu em setembro de 2026, após a análise do projeto pelo Tribunal de Contas da União. A disputa foi marcada para 17 de dezembro de 2026.
Até a realização do leilão e as etapas posteriores de contratação, as ampliações continuam sendo compromissos projetados, não obras concluídas. A documentação prevê que a futura concessionária assuma responsabilidades de operação e execução do programa.
Quando os investimentos poderão chegar à estrada?
O início das melhorias dependerá da conclusão do processo de concessão e das etapas técnicas previstas para cada intervenção. Faixas extras, marginais e novas travessias podem ter cronogramas diferentes dentro do contrato.
Para motoristas e moradores, a mudança mais relevante será a entrega efetiva das obras e dos serviços prometidos. O acompanhamento público deverá separar o andamento do leilão, a assinatura do contrato e as liberações de infraestrutura ao tráfego.
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