“Não falei que ia dar certo?”
Davi Alcolumbre celebrou a aprovação da PEC que põe fim à escala de trabalho 6x1 com o senador petista Camilo Santana
Sem perceber que seu microfone estava aberto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP, foto), celebrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1 com o senador petista Camilo Santana.
“Parabéns, presidente. Você é o grande responsável por isso aqui”, disse o ex-ministro da Educação.
“Não falei que ia dar certo?”, respondeu Alcolumbre.
O diálogo foi captado pela transmissão da TV Senado.
Fim da escala 6×1
O Senado aprovou na quarta-feira, 14, o fim da escala de trabalho 6×1.
Foram 75 votos a favor do texto em primeiro turno e segundo turno.
O texto segue para a promulgação do Congresso Nacional.
A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de dois dias de folga. Um deles aos domingos. O texto proíbe a redução de salários dos trabalhadores.
Resistência da oposição
O texto sofreu resistência da oposição, que tentou atrasar ao máximo a votação. Mas integrantes de siglas como PL não conseguiram obstruir a sessão desta quarta-feira.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), atribuiu a um “cálculo eleitoral” a mudança de posição da oposição em relação ao fim da escala 6×1.
“Eu acho que é cálculo eleitoral [a mudança de postura da oposição]. Porque eles sempre disseram que nós é que estávamos fazendo dessa PEC um caráter eleitoreiro. Eu mesmo fui acusada disso. ‘É uma PEC eleitoreira, tinha que esperar terminar a eleição’, e nós dizíamos que não. Essa PEC foi protocolada em 2019. O governo Bolsonaro foi que não botou ela para andar“, falou Teresa Leitão, em entrevista a jornalistas.
Atuação de Alcolumbre
Davi Alcolumbre atuou de forma decisiva para ver o texto aprovado. Ele pediu pessoalmente votos para os colegas senadores de olho, principalmente, na disputa pela Presidência da Casa no início do ano que vem.
Alcolumbre acredita que com o apoio de petista e do Centrão poderia ter chances de se manter no cargo por mais dois anos.
“Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso”, disse Alcolumbre.
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Comentários (1)
Muito cedo p/ afirmar qualquer coisa! Como sempre, alguém vai pagar a conta e normalmente neste país, quem paga é sempre o contribuinte!