Com 132 acessos, 34 passarelas e 83 km de duplicações, projeto vai modernizar um corredor que conecta áreas agrícolas a um dos portos mais importantes do extremo Sul do Brasil
O planejamento combina novas pistas, travessias e acessos para organizar o transporte de cargas sem deixar de atender aos deslocamentos locais.
A entrada de caminhões em áreas urbanas exige acessos organizados, pistas adequadas e travessias seguras. No Rio Grande do Sul, a Rota Portuária do Sul reúne essas soluções nas BR-116 e BR-392, em um projeto que conecta regiões produtoras ao complexo portuário de Rio Grande e ainda passa por etapas de estruturação.
Como funciona a ligação rodoviária com o porto?
O corredor reúne trechos da BR-116, entre Camaquã e a fronteira com o Uruguai, e da BR-392, entre Rio Grande e o acesso a Santana da Boa Vista. Também integra o planejamento a ligação aos Molhes da Barra.
O movimento de cargas chega à região de Rio Grande, onde a atividade portuária convive com viagens locais e transportes intermunicipais. O desafio é distribuir esses fluxos sem concentrar todos os deslocamentos nas mesmas entradas e conversões.

O que representam os 83 km de duplicações?
A proposta contempla mais de 83 km de duplicações, que criam pistas separadas para sentidos opostos em segmentos selecionados. Há ainda 38,58 km de vias marginais, destinadas a organizar parte das entradas para bairros, serviços e propriedades.
Uma rodovia duplicada não elimina, sozinha, os conflitos nos cruzamentos. As marginais podem concentrar movimentos de acesso fora da pista principal, enquanto seis correções de traçado procuram adequar segmentos cuja geometria exige intervenções específicas.
Para que servem 132 acessos e 34 passarelas?
Os 132 acessos previstos estruturam entradas e saídas ao longo do sistema concedido. Sua localização e configuração influenciam a interação entre caminhões de longa distância e veículos que percorrem distâncias menores em áreas próximas à rodovia.
As 34 passarelas buscam separar a travessia de pedestres do tráfego motorizado nos pontos definidos em projeto. Elas precisam ser conectadas aos caminhos efetivamente utilizados pela população para produzir o benefício esperado.
As principais frentes previstas têm funções distintas:
Como as intervenções se distribuem além das pistas?
O pacote não se resume ao asfalto. Estão previstos 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna, além das correções de traçado. Essas estruturas respondem a necessidades de mobilidade e proteção ambiental que uma simples ampliação de faixas não resolve.
Pontos de embarque organizados podem melhorar o acesso ao transporte coletivo. Já as passagens de fauna procuram oferecer travessias em locais definidos por estudos ambientais, sem garantir, isoladamente, o fim dos atropelamentos de animais.
Outras estruturas atendem necessidades complementares:
Em que etapa está a concessão em 2026?
A Audiência Pública nº 4/2026 recebeu contribuições entre março e abril. Em 3 de setembro de 2026, a Agência Nacional de Transportes Terrestres aprovou o relatório final e encaminhou o Plano de Outorga ao Ministério dos Transportes.
Na etapa mais recente, o sistema passou a ser apresentado com cerca de 465 km, após ajustes nos documentos. As quantidades do pacote de obras expressam planejamento, não intervenções já entregues em toda essa extensão.
Quando os motoristas sentirão os resultados?
Os efeitos dependem da licitação, da contratação e dos cronogramas de implantação que forem definidos. A aprovação do relatório da audiência pública não equivale ao início simultâneo das obras em todas as cidades atravessadas.
Quando os segmentos forem executados, a combinação de duplicações, marginais e travessias poderá reduzir conflitos em pontos específicos. A qualidade do percurso completo dependerá também de manutenção, fiscalização, sinalização e integração entre as estruturas.
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