Estrada de 887 km receberá R$ 6,1 bilhões para transformar uma das principais rotas usadas pelos caminhões que carregam a produção agrícola brasileira
A modernização deve melhorar o caminho usado para escoar parte importante da produção nacional
De Cuiabá a Vilhena, uma longa sequência de rodovias recebe caminhões que transportam grãos do oeste de Mato Grosso rumo ao Norte do país. A Rota Agro Central integra um projeto de concessão de 887,6 km, com R$ 6,13 bilhões previstos para obras e melhorias. O pacote inclui novas faixas, mudanças em travessias urbanas e atendimento permanente, mas depende do leilão marcado para dezembro de 2026.
Onde fica a Rota Agro Central e quais rodovias fazem parte dela?
A Rota Agro Central conecta Cuiabá (MT) a Vilhena (RO) por trechos das rodovias federais BR-070, BR-174 e BR-364. A Deliberação 263/2026 da ANTT delimita o corredor e confirma que ele reúne trechos nos dois estados.
Partindo da capital mato-grossense, a ligação passa pela região de Cáceres, segue em direção a Comodoro e alcança a BR-364 na região de Sapezal. Em Vilhena, o corredor se conecta à Rota Agro Norte, que integra a ligação logística com Rondônia e a hidrovia do rio Madeira.

Quais obras estão previstas para melhorar o tráfego de caminhões?
O plano combina duplicações, que separam o tráfego por sentido em pistas distintas, com faixas adicionais, que aumentam o espaço disponível para os veículos em trechos específicos. Segundo o BNDES, responsável pela estruturação do projeto, também haverá intervenções voltadas a acessos e paradas.
As intervenções anunciadas abrangem diferentes pontos do corredor, sem significar que toda a extensão será duplicada. O pacote divulgado para a futura concessionária inclui:
O que muda nas travessias urbanas e no atendimento aos motoristas?
O edital prevê melhorias em 41,8 km de travessias urbanas, dos quais 9,1 km ficam em Vilhena. A ANTT detalhou essas obras em setembro de 2026, apontando a circulação nas áreas habitadas como parte das prioridades da concessão.
O trânsito de cargas em áreas urbanas também motiva outros projetos, como a estrada projetada para o trânsito de caminhões ao redor de São Paulo. No corredor mato-grossense, o contrato prevê ainda serviços disponíveis 24 horas por dia para quem usa a rodovia.
Os atendimentos que deverão funcionar continuamente são:
- Atendimento médico de emergência: assistência a pessoas envolvidas em ocorrências na rodovia.
- Socorro mecânico: apoio a veículos com problemas durante o trajeto.
- Inspeção de tráfego: equipes para acompanhar a circulação e identificar ocorrências.
- Combate a incêndios: estrutura para responder a focos de fogo no trecho concedido.
Como será o pedágio para quem utiliza essa estrada?
A concessão prevê cobrança de pedágio, com tarifas definidas pelas regras da licitação. O Edital de Concessão ANTT 2/2026 formaliza o processo de escolha da empresa responsável por operar o corredor.
A proposta também contempla um benefício para usuários frequentes e abre caminho para a cobrança eletrônica sem cancelas. As situações previstas são diferentes:
Quando será o leilão e quanto tempo vai durar a concessão?
O leilão está marcado para 17 de dezembro de 2026, às 10h, na B3, em São Paulo. A entrega das propostas está prevista para 14 de dezembro. Até a disputa, o corredor permanece na fase de edital, sem empresa vencedora anunciada. A seleção levará em conta o desconto oferecido sobre a tarifa de pedágio e as condições de aporte previstas na modelagem.
O contrato terá duração de 30 anos e prevê ainda R$ 4,30 bilhões em despesas de operação e manutenção, valor separado do investimento nas obras. A ANTT estima R$ 23,40 bilhões de receita tarifária durante a concessão. A execução das melhorias dependerá da contratação da futura concessionária e do calendário estabelecido para cada intervenção.
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