Janones critica decisão de Nunes Marques: “A censura já começou”
Grupo “Exército do Lula”, administrado pelo deputado, reunia 3 milhões de seguidores e foi suspenso a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
André Janones (Rede) acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de censura após o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
Administrado pelo deputado, o grupo pró-Lula reunia 3,3 milhões de seguidores. A suspensão foi determinada a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
“Eles conseguiram, o canal sairá do ar em um hora. Senta o dedo, explode esse vídeo para a gente denunciar. Denunciar que não é que se o Flávio Bolsonaro for eleito a censura será instalada. Já começou. A censura já começou”, afirmou Janones em vídeo publicado no Instagram.
O deputado anunciou que pretende transferir a mobilização para uma comunidade na mesma rede social.
“Aí eles não terão como derrubar. Deram um tiro no pé, vamos ficar muito mais forte.”
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Decisão de Nunes Marques
A ordem de Nunes Marques determina que o WhatsApp suspenda o canal em até três horas após a notificação.
A medida vale até a homologação do resultado do segundo turno e atende a uma petição da campanha de Flávio, que acusa Janones de disseminar informações falsas e coordenar ataques contra o adversário.
No despacho, o presidente do TSE afirmou que o canal se tornou um meio de divulgação nacional de conteúdos já considerados sem fundamento mínimo pela Justiça Eleitoral.
Segundo o ministro, a estrutura era usada para replicar informações falsas e orientar seguidores a contornar as salvaguardas da plataforma.
“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou Nunes Marques.
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