Flávio avisou que estava a caminho de encontro na casa de Vorcaro
Mensagens indicam que Ciro Nogueira e Hugo Motta também foram convidados para reunião em Brasília
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro indicam que Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP) e Hugo Motta (Republicanos) estiveram na casa do ex-banqueiro, em Brasília, na noite de 20 de agosto de 2025, publica O Globo. Nessa data, o então governador Ibaneis Rocha sancionou a autorização para a compra do Banco Master pelo BRB.
A conversa recuperada pela Polícia Federal mostra que Vorcaro convidou Flávio para o encontro.
O senador respondeu “Blz” e, às 21h47, avisou que estava “a caminho”.
Cerca de uma hora e meia antes, Nogueira havia informado a Vorcaro, em áudio, que estava em uma cerimônia de premiação e que Flávio também participava do evento.
“Até o Flávio tá aqui, mas ele já recebeu o dele, eu acho que ele vai antes, tá? Mas eu chego na hora que terminar”, disse o senador.
Flávio admitiu ter ido à casa de Vorcaro uma vez, no fim de novembro de 2025, após a prisão do banqueiro, para encerrar as negociações sobre o financiamento do filme Dark Horse. Registros extraídos do celular do empresário, porém, levaram a PF a identificar indícios de outros encontros entre os dois, incluindo reuniões anteriores à prisão.
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Contato com Hugo Motta
As mensagens também apontam que Vorcaro convidou Motta para beber em sua casa. Às 18h15, o banqueiro escreveu: “Irmao, se conseguir mais tarde vamos tomar uma juntos”.
Às 22h48, o presidente da Câmara perguntou onde ele estava.
Vorcaro respondeu: “Casa! Ciroc aqui. Se animar e conseguir”.
Os dois fizeram uma chamada de voz de 13 segundos. Logo depois, Vorcaro informou à noiva, Martha Graeff, que estava “aqui em casa em reuniao”.
Dark Horse sob investigação
O caso envolvendo Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, também é alvo de apuração. Mensagens divulgadas anteriormente mostram Flávio pedindo recursos a Vorcaro para viabilizar a produção do filme, que recebeu financiamento milionário ligado ao ex-banqueiro.
O senador nega irregularidades e afirma que o dinheiro foi obtido por meio de patrocínio privado, sem contrapartidas relacionadas ao exercício de seu mandato.
A investigação da PF apura possíveis irregularidades no financiamento da produção.
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Comentários (1)
deniselvii
11.10.2026 09:35São todos inocentemente corruptos desmemoriados. E a grande maioria da população brasileira é inocentemente idólatra de corrupto.