Campanha de Lula vai ao TSE contra Meta por “favorecimento” a Flávio
Petistas alegam que falhas e restrições no Instagram podem indicar suposta interferência eleitoral
A campanha de Lula (PT) anunciou neste sábado, 10, que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook.
Os petistas alegam que uma série de falhas e restrições nas plataformas podem indicar interferência no processo eleitoral e favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha cita quatro episódios: a retirada do perfil de Lula das buscas do Instagram, em dezembro do ano passado; a suspensão da conta de anúncios do presidente durante o primeiro turno; uma falha na contagem de visualizações e curtidas em 8 de outubro; e o impedimento de impulsionar publicações no dia seguinte. Segundo os petistas, a empresa atribuiu os problemas a falhas técnicas.
“A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em beneficio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A completa ausência de transparência nos sistemas da empresa faz com que essas explicações sejam escassas e opacas. A empresa precisa se explicar”, diz nota da campanha.
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Meta admite falha técnica
A Meta reconheceu uma instabilidade na contagem de algumas métricas de vídeos, com alcance global:
“Identificamos um problema técnico afetando algumas métricas de vídeos. Estamos trabalhando para resolver essa questão o mais rápido possível.”
A empresa, porém, não detalhou quais publicações foram afetadas nem a dimensão do problema.
Embora relatos nas redes sociais apontem interrupções anormais na contagem de visualizações, não há confirmação de que a falha tenha sido provocada deliberadamente para reduzir o alcance de conteúdos petistas.
Flávio também recorre ao TSE
A equipe jurídica de Flávio informou ter protocolado, na quinta-feira, 8, uma ação no TSE contra Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Segundo a campanha do senador, a representação aponta uma rede de 1.525 perfis no Instagram, conectados a outros 5.882 e distribuídos em 16 grupos, que publicariam conteúdo falso ou fora de contexto.
A equipe afirma que os perfis publicaram 2.856 conteúdos favoráveis à reeleição de Lula em três dias, 74% deles em coautoria. Também diz ter identificado 218 publicações falsas ou descontextualizadas, que teriam alcançado 11,6 milhões de visualizações em 62 horas.
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