Roberto Ellery na Crusoé: O mercado apostou no ajuste. A política, ainda não
Como senador, Flávio nunca se destacou pela defesa de medidas de contenção de gastos
O resultado das eleições de domingo indica grande chance de Flávio Bolsonaro ser o próximo presidente da República.
Eleições só se definem depois de contados os votos, mas as projeções estatísticas mostram que será muito difícil Lula reverter o resultado do primeiro turno.
A reação inicial do mercado foi positiva: a Bolsa subiu, o dólar caiu e os juros futuros também recuaram.
Esse comportamento, em especial a queda simultânea dos juros e do dólar, sugere que o mercado espera de Flávio um forte ajuste fiscal no próximo ano.
Equipe
A equipe montada por ele para cuidar da economia justifica essa leitura.
Daniella Marques tem longa experiência no mercado financeiro e é apontada como braço direito de Paulo Guedes quando ele esteve à frente do Ministério da Economia.
Não é difícil imaginar que já tenha desenhado as linhas centrais do ajuste.
Adolfo Sachsida e Arilton Teixeira, ambos amigos e coautores meus, são conhecidos na comunidade acadêmica pela qualidade dos trabalhos e pela defesa do ajuste pelo lado dos gastos.
Vladimir Teles concluiu o doutorado como aluno destacado na Universidade de Brasília, onde leciono. É outro nome de inegável capacidade e compromisso com o ajuste fiscal.
Alexandra Ywata foi colega no Ipea, tem reconhecida competência e sabe da importância de controlar os gastos do governo.
Outros da equipe eu não conheço pessoalmente, mas vários conheço de nome. Não tenho dúvida de que é um time de economistas capazes e comprometidos com o ajuste fiscal.
Faço o registro porque importa deixar claro que…
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