Depois de chegar à falência com 222 lojas de moda feminina, rede fecha todas as unidades e avança para liquidação, porque a tentativa de reorganizar a operação não encontrou base suficiente para preservar a estrutura física
O processo terminou sem preservar uma única loja física das 222 que a rede operava

O que você vai ver
- Qual rede de moda feminina entrou em falência com 222 lojas em operação.
- Por que a tentativa de reorganizar a operação não teve base suficiente para seguir adiante.
- O que diferencia uma falência que vira liquidação de uma que vira reorganização.
- Como esse caso aparece registrado em levantamentos sobre reestruturação do varejo.
- Por que 2019 reuniu tantos casos parecidos de liquidação total no varejo de moda.
Depois de chegar à falência operando 222 lojas de moda feminina, uma rede americana encerrou todas as unidades e avançou diretamente para liquidação total, desfecho que ocorreu porque a tentativa de reorganizar a operação não encontrou base financeira suficiente para preservar a estrutura física da empresa.
Qual rede de moda feminina entrou em falência com 222 lojas em operação?
A empresa em questão é a Avenue Stores, rede americana especializada em moda feminina plus size, que entrou com pedido de falência em 2019 operando ainda 222 lojas distribuídas por diferentes regiões dos Estados Unidos.
Diferente de outros casos em que a empresa consegue preservar parte da rede durante a reestruturação, a Avenue Stores viu o processo terminar com o fechamento de absolutamente todas as suas unidades físicas, numa transição direta do pedido inicial de falência para o avanço total rumo à liquidação completa da operação.

Por que a tentativa de reorganizar a operação não teve base suficiente para seguir adiante?
Quando uma empresa entra com pedido de falência, a primeira tentativa costuma ser buscar uma reorganização que preserve parte ou toda a estrutura física da rede, encontrando novos investidores, renegociando contratos de aluguel ou reduzindo o número de lojas para um tamanho sustentável financeiramente.
No caso da Avenue Stores, essa tentativa de reorganização não encontrou base suficiente para ser viabilizada, o que levou a companhia a abandonar qualquer plano de preservar lojas físicas e seguir diretamente para a liquidação total dos 222 pontos de venda que ainda operava no momento do pedido.
O que diferencia uma falência que vira liquidação de uma que vira reorganização?
Numa reorganização bem-sucedida, a empresa sai do processo de falência operando um número reduzido, mas ainda relevante, de lojas físicas, com uma estrutura de capital mais enxuta e credores que aceitaram receber menos do que o valor total da dívida original em troca da continuidade da operação.
Já numa liquidação total, como ocorreu com a Avenue Stores, não existe mais uma operação a ser preservada: os ativos físicos, estoques e eventualmente a própria marca são vendidos separadamente para gerar o máximo de recursos possível para pagar credores, processo que encerra definitivamente a presença física da empresa no mercado.
Como esse caso aparece registrado em levantamentos sobre reestruturação do varejo?
O caso da Avenue Stores aparece documentado num levantamento sobre reestruturações do setor de varejo, que registrou o fechamento de todas as unidades da rede e o avanço direto para liquidação como um dos exemplos de falências que não conseguiram preservar nenhuma loja física durante o processo.
Esse tipo de levantamento setorial costuma agrupar casos semelhantes justamente para identificar padrões comuns entre empresas que não sobrevivem ao processo de recuperação judicial, análise que ajuda a entender quais fatores tendem a separar uma reorganização bem-sucedida de uma liquidação total.

Por que 2019 reuniu tantos casos parecidos de liquidação total no varejo de moda?
O ano de 2019 reuniu um número expressivo de falências no varejo de moda americano, período marcado por uma combinação de dívidas herdadas de aquisições por fundos de private equity, queda contínua no tráfego de shoppings físicos e crescimento acelerado do comércio eletrônico, fatores que já vinham pressionando o setor havia anos antes da pandemia.
Essa concentração de casos no mesmo período tornou 2019 um ano de referência para analistas do varejo, já que diversas redes de moda, não apenas a Avenue Stores, chegaram à falência naquele ano sem conseguir reunir condições financeiras para evitar a liquidação total da própria operação física.
Outras redes que também encerraram totalmente a operação física na mesma época aparecem no relato sobre a rede de restaurantes que fechou mais de 100 unidades antes de a pandemia agravar sua crise financeira.
Mais detalhes sobre reestruturações do varejo americano em 2019 estão disponíveis no levantamento da BDO sobre reestruturações do varejo.
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