“Temos votos” para aprovar fim da escala 6×1, diz Randolfe
Líder do governo afirma que base tem votos, prevê vencer obstrução e quer votar a PEC em primeiro turno na próxima semana
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira, 7, que a base governista tem votos para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.
Segundo ele, o plano é cumprir o rito de cinco sessões de discussão do texto no plenário, votar a proposta em primeiro turno na próxima semana e quebrar o interstício para acelerar a análise em segundo turno.
“Vamos tentar aprovar até quarta-feira [dia 14], com certeza. Temos [votos para aprovar]. Isso aí é mais um aspecto de comparação de Brasis. Um Brasil que quer retirar direitos dos trabalhadores, que não quer o fim da escala 6×1, e um Brasil com seus parlamentares que, desde ontem, estão de prontidão querendo garantir ao trabalhador mais um dia de descanso”, declarou Randolfe em entrevista a jornalistas.
“Isso é uma ótima comparação entre dois Brasis. Vamos trabalhar para isso [vencer a obstrução contra a PEC]. Ontem conseguimos, hoje conseguiremos de novo. E é bom que todos os brasileiros vejam quem está obstruindo, quem não quer o fim da escala 6×1, que são os partidários do senhor Bolsonaro, e quem quer garantir ao trabalhador um dia a mais de descanso”, acrescentou.
O Senado realiza nesta quarta a segunda sessão de discussão da PEC. A primeira foi realizada na terça-feira, 6. Uma PEC precisa passar por cinco sessões de debate antes de ser votada em dois turnos no plenário.
Ontem, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de coordenar, ao lado do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), uma estratégia para esvaziar a sessão da Casa e impedir o avanço da proposta do fim da escala 6×1.
A PEC é uma das prioridades do governo Lula (PT) no Congresso. Ela já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro.
Se for aprovada pelo Senado antes de um eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula poderá ter sua campanha fortalecida. O petista enfrenta Flávio Bolsonaro na segunda etapa do pleito.
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