O Japão está enviando uma sonda espacial para pousar em Fobos, a lua de Marte, coletar mais de 10 gramas de material de sua superfície e trazê-lo de volta à Terra
Sonda japonesa em Fobos busca material inédito para a Terra
A sonda japonesa em Fobos planeja uma viagem ousada para coletar mais de 10 gramas de poeira e rochas e trazer tudo de volta para casa. Essa manobra espacial marca a primeira vez que a humanidade tenta resgatar um pedaço do sistema marciano.
Como a sonda japonesa em Fobos pretende pegar esse material?
A agência espacial do Japão vai lançar uma nave que precisa viajar pelo espaço até alcançar a órbita de Marte. Chegando lá, o equipamento vai mirar na lua Fobos para fazer um pouso bem arriscado na superfície cheia de crateras.
O plano da missão batizada de MMX é raspar o chão da lua e colocar o material em uma cápsula selada super segura. Depois de fazer esse serviço rápido, a nave aciona os motores e começa a longa viagem de volta para a Terra.

Por que buscar areia tão longe importa para os cientistas?
Os pedaços desse satélite guardam segredos antigos sobre como os planetas se formaram há bilhões de anos no universo. A galera da ciência quer muito analisar essa terra alienígena usando os laboratórios super equipados que temos aqui no nosso planeta.
O foco principal da missão detalhada pela imprensa internacional é tentar responder se essa lua é um asteroide capturado ou um pedaço que sobrou de uma batida gigante. Ter a amostra na mão muda o jogo e acaba com as teorias que não param em pé.
O que diferencia essa missão de outras viagens para Marte?
A grande sacada desse projeto não é apenas chegar lá e tirar fotos, mas fazer o caminho de ida e volta com bagagem na mala. Quase todas as naves que mandamos para o planeta vermelho até hoje acabam ficando por lá para sempre depois de quebrarem.
Dá uma olhada nas diferenças práticas entre os dois tipos de viagens espaciais:
Quais são os maiores perrengues na hora do pouso na lua?
Pousar um equipamento pesado em uma pedra gigante flutuando no espaço é sempre um sufoco por causa da gravidade quase zero. Qualquer movimento bruto dos motores pode fazer a nave quicar igual uma bola e ir embora para a escuridão sem pegar nada.
Os pesquisadores precisam calcular tudo na ponta do lápis para evitar as piores dores de cabeça:
- Erro de cálculo na velocidade durante a aproximação
- Falta de atrito na hora de tocar o solo arenoso
- Falha no sistema que recolhe o material e fecha a caixa
- Consumo exagerado do combustível necessário para voltar
Quando essa bagagem espacial vai finalmente chegar por aqui?
O cronograma leva anos para rolar de verdade porque os lançamentos dependem do alinhamento certinho dos planetas na órbita. A viagem de ida costuma durar cerca de oito meses, e a manobra de tocar o solo só rola depois de mapear bastante o terreno.
Se tudo correr bem na saída e a fase de coleta der certo, a cápsula cheia de poeira deve cair de paraquedas por aqui no fim da década. É um trabalho que exige uma paciência absurda, mas que promete entregar um baita resultado histórico para nós.
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