Alcolumbre se comprometeu a votar fim da escala 6×1, diz Guimarães
Ministro afirma ter se reunido com presidente do Senado; proposta prevê escala 5x2, dois dias de descanso e sem redução salarial
O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira, 6, que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), se comprometeu a votar ainda nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso no país.
Segundo Guimarães, os dois se reuniram para tratar do tema, uma das prioridades do governo Lula (PT) no Congresso.
“Tive uma importante reunião com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que teve papel essencial ao pautar esse tema na última sexta-feira. Temos o compromisso de votar a proposta ainda esta semana! Essa é uma pauta que o presidente Lula defende: avançar para uma jornada de trabalho mais justa, com escala 5×2, dois dias de descanso por semana e SEM redução de salário”, escreveu o ministro no X.
“É hora de acompanhar a TV Senado e cobrar de cada senador e senadora o voto pela mudança. O trabalhador merece mais tempo para viver, descansar e estar com sua família”, complementou.
Alcolumbre incluiu na pauta do plenário do Senado a PEC que extingue a escala 6×1. As sessões de discussão no plenário ocorrerão nesta terça-feira, na quarta-feira, 7, e na quinta-feira, 8, em formato semipresencial.
O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2 de setembro. Segundo a nota da Presidência da Casa, o tema “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
Se a PEC for aprovada pelo Senado antes de um eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula poderá ter sua campanha fortalecida. O petista disputa o segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio terminou a primeira etapa do pleito como o mais votado, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% de Lula (53,87 milhões).
Entretanto, se a PEC for aprovada pelo Senado com modificações, precisará ser analisada pela Câmara novamente antes de seguir para a promulgação.
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