Transparência Internacional critica eleitos ligados a Vorcaro
Organização cita Flávio, Wagner, Motta, Frias e Rueda e atribui resultados a emendas bilionárias e à polarização política
A ONG anticorrupção Transparência Internacional – Brasil criticou, nesta segunda-feira, 5, a ida de Flávio Bolsonaro ao segundo turno e a eleição Jaques Wagner, Hugo Motta, Mário Frias e Antonio Rueda. Os nomes são citados pela entidade por relações expostas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A ONG atribuiu os resultados, em parte, ao peso das emendas parlamentares e à polarização política.
“Flávio Bolsonaro, Jaques Wagner, Hugo Motta, Mário Frias e Antonio Rueda saíram vitoriosos mesmo com relações promíscuas expostas com o banqueiro corrupto Vorcaro. Duas explicações se somam. Alguns foram eleitos porque controlam valores bilionários de emendas e distorcem a competição eleitoral. Outros, porque a polarização supera a aversão da sociedade à corrupção: o eleitor odeia mais o adversário do outro polo do que a corrupção“, escreveu a Transparência Internacional no X.
O senador Flávio Bolsonaro vai disputar o segundo turno da eleição presidencial com o presidente Lula (PT). O parlamentar recebeu 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), e o petista, 45,16% (53,87 milhões).
O candidato do PL manteve contato direto com Daniel Vorcaro para obter financiamento para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Polícia Federal aponta que o ex-dono do Master destinou 61 milhões de reais ao projeto e investiga a atuação do senador, que inicialmente havia negado qualquer contato com o banqueiro.
As demais ligações citadas pela ONG têm naturezas distintas: Jaques Wagner (PT), reeleito senador pela Bahia, aparece em uma investigação sobre possíveis benefícios relacionados ao Master; Hugo Motta (Republicanos), reeleito deputado federal pela Paraíba, em mensagens com Vorcaro sobre empréstimos e negócios; Mário Frias (PL), reeleito deputado federal por São Paulo, no financiamento do filme Dark Horse; e Antonio Rueda (União), eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, por contratos de advocacia com o banco e contatos pessoais com o banqueiro.
Em nenhum dos casos, porém, a simples menção ou investigação equivale, por si só, à comprovação de irregularidade.
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