Elmano de Freitas derrota Ciro Gomes no Ceará
Depois de quatro tentativas de chegar ao Palácio do Planalto, Ciro voltou ao ponto de partida de sua trajetória política e foi derrotado
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), foi reeleito na noite deste domingo, 4 em uma disputa contra Ciro Gomes (PSDB). Após xx% das urnas apuradas, o petista teve 53,93% dos votos; o neotucano recebeu, até o momento, 46,48% dos votos.
Depois de quatro tentativas de chegar ao Palácio do Planalto, Ciro voltou ao ponto de partida de sua trajetória política. Aos 68 anos, o ex-ministro e ex-governador do Ceará disputou novamente o governo de seu estado natal.
A derrota também pode afetar o seu partido, o PSDB. O partido apostou todas as suas fichas em Ciro para tentar recuperar o espaço perdido nos últimos anos.
Nas últimas duas décadas, Ciro se especializou em ser derrotado nas disputas pelo Palácio do Planalto. Em 2018, pelo PDT, alcançou seu melhor resultado nacional: 13,3 milhões de votos, suficientes para terminar em terceiro lugar. Em 2022, porém, sua votação despencou para 3,6 milhões, e ele terminou em quarto atrás de Simone Tebet, que até então estava no MDB.
Em 2026, o PSDB chegou a cogitar lançar Ciro como candidato à Presidência da República, mas ele desistiu; Aécio Neves também foi apontado como pré-candidato, mas, sem espaço, resolveu disputar o Senado em Minas Gerais, em uma situação nada cômoda para o ex-presidenciável.
O partido, que governou o Brasil com Fernando Henrique Cardoso entre 1995 e 2002 e chegou ao segundo turno presidencial com José Serra, em 2002 e 2010, e Aécio Neves, em 2014, viu sua influência nacional encolher nas eleições seguintes.
A campanha de Ciro x Elmano
A segurança tornou-se uma das principais linhas de ataque de Ciro. O tucano acusa o governo Elmano de ser incapaz de conter o avanço das organizações criminosas, enquanto o petista rebate lembrando que o problema das facções no Ceará antecede sua administração e remonta, inclusive, ao período em que Ciro governou o Estado.
Elmano, por sua vez, contou com a estrutura do governo, com a força do PT e o apoio de lideranças como o ex-ministro da Educação Camilo Santana e do presidente Lula. A campanha também expôs a fragmentação dos grupos tradicionais da política cearense: Ciro se aproximou de antigos adversários e de bolsonaristas. A aproximação de Ciro foi explorada de forma exaustiva pela campanha de Elmano.
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