Márcio Coimbra na Crusoé: Tapetão judicial
Caso o resultado eleitoral seja revirado por manobras pouco ortodoxas em favor do candidato lulista, o Brasil enfrentará uma imediata denúncia internacional
O Brasil avança para mais um processo eleitoral sob a sufocante atmosfera de uma nação fraturada, conflagrada e desprovida de consensos mínimos.
No entanto, a maior e mais perigosa ameaça à integridade do pleito não repousa unicamente na polarização política ou no acirramento do debate público, mas na consolidação de uma engenharia institucional orientada a transferir a decisão das urnas para os gabinetes dos tribunais superiores.
O fantasma da judicialização da eleição deixou de ser uma hipótese teórica para se transformar em um risco iminente, alimentado por sinais inequívocos de que setores do Supremo Tribunal Federal estão dispostos a levar o resultado das urnas para o “tapetão“.
Cultura xandônica
Trata-se de uma estratégia que subverte os pilares do Estado Democrático de Direito.
A pretexto de combater a desinformação ou de salvaguardar garantias abstratas, observa-se a atuação articulada de uma ala do STF historicamente alinhada ao projeto de poder lulista.
Esse grupo vem utilizando o poder jurisdicional de forma heterodoxa, ultrapassando os limites da imparcialidade para intervir no processo político.
A criação de inquéritos instaurados de ofício — sem a devida provocação do Ministério Público ou da Polícia Federal —, a usurpação do princípio do juiz natural, a censura e o sobrepujamento das atribuições da Justiça Eleitoral configuram roteiro deliberado de ingerência.
As evidências dessa postura ativista multiplicam-se na rotina da Suprema Corte.
A invocação de causas genéricas, como a necessidade de combater supostas ondas de intolerância ou distorções no debate, tem servido de pretexto para atrair competências universais e criar uma jurisdição paralela.
Ao contornar o devido processo legal e…
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