Crusoé: O triste fim da candidatura de Renan Santos
Candidato da Missão chega às vésperas do primeiro turno sendo instrumentalizado por Gilmar Mendes e bradando contra o sistema como uma criança mimada
Quando Renan Santos (foto) anunciou sua candidatura a presidente pelo partido Missão em julho deste ano, alimentou-se a esperança de uma renovação na política, que aconteceria por obra de jovens antenados nas redes sociais e avessos tanto ao bolsonarismo quanto ao lulismo.
É uma pena que Renan chegue às vésperas do primeiro turno sendo instrumentalizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e bradando contra o sistema eleitoral como uma criança mimada.
Renan tem razão em criticar as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reduziram o alcance de publicações de candidatos estreantes nas redes sociais.
Mas não tem razão de criticar a TV Globo pelas regras que a emissora — uma empresa privada — decidiu estabelecer, a partir da conversa com representantes dos partidos políticos.
Por mais que Renan e Gilmar Mendes defendam que o candidato tem o direito de participar de debates, ele não tem.
A Missão não tem o mínimo de cinco parlamentares no Congresso, como manda a legislação eleitoral. Seu único parlamentar é Kim Kataguiri.
E agora também não adianta chorar, porque o principal debate da televisão já foi cancelado.
Botar a culpa nos outros, como Renan tem feito em diversos vídeos nas redes sociais, não o redime dos seus próprios erros.
No final de julho, Renan apareceu em terceiro lugar em várias pesquisas e atingiu 10% dos votos válidos na Realtime Big Data.
Desde então, só caiu.
Quanto mais conhecido Renan se tornava, mais sua rejeição subia.
Seu tom agressivo e seu linguajar baixo afastaram as mulheres e os idosos.
Renan…
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