Fachin pede voto com “serenidade” e “confiança nas instituições”
Presidente do STF elogia a Justiça Eleitoral e diz que mais de 158 milhões de eleitores devem exercer o direito ao voto
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou, em nota divulgada às vésperas do primeiro turno, que os mais de 158 milhões de eleitores devem exercer o direito ao voto com “serenidade, consciência e confiança nas instituições”. O ministro também elogiou o trabalho da Justiça Eleitoral e classificou a democracia como “patrimônio coletivo”.
A nota foi divulgada pelo STF na noite de quinta-feira, 1º. “Às vésperas de mais um pleito eleitoral, a Presidência do Supremo Tribunal Federal reafirma o compromisso com a democracia e a liberdade de escolha de brasileiras e brasileiros em ambiente de paz. O respeito mútuo e a preservação dos valores democráticos fazem parte da nossa cultura cívica. O voto é a expressão máxima da cidadania e a garantia de que a vontade popular define o futuro do Brasil”, inicia.
“Isso só é possível graças ao empenho incansável da Justiça Eleitoral brasileira. Expressamos nosso reconhecimento ao Tribunal Superior Eleitoral, aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos milhares de juízas e juízes, de servidoras e servidores e aos mais de 1,9 milhão de mesárias e mesários que, com rigor técnico e dedicação, garantem um processo eleitoral seguro e transparente em todo o território nacional”.
O ministro prossegue: “Convocamos os mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores a exercer o direito ao voto com serenidade, consciência e confiança nas instituições. A democracia é um patrimônio coletivo. Preservá-la e fortalecê-la é dever de todas e de todos nós”.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para o próximo domingo, 4. Se for necessário segundo turno, ele ocorrerá em 25 de outubro.
Associações protestam contra intervenção
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestaram na quinta-feira contra a “intervenção judicial” realizada pelos ministros Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no debate da TV Globo entre candidatos à Presidência.
Em nota, as entidades afirmaram que a interferência é, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa e que os excessos judiciais “atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos”.
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