Caiado aponta “contaminação” no cancelamento do debate da Globo
Segundo o ex-governador, o Judiciário se tornou o "trágico protagonista dessa eleição"
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, apontou nesta quinta-feira, 1º, uma “contaminação” no processo eleitoral após o cancelamento do debate da TV Globo.
Segundo o ex-governador, o Judiciário se tornou o “trágico protagonista dessa eleição”.
“O cancelamento do debate é a prova de uma contaminação completa no processo, decisões de gabinetes interferem em candidatos, atropelam regras e blindam a corrupção do PT e Lula. O Brasil não aguenta mais essa tutela e jogo de “tabuleiro”. Não precisamos só vencer o PT, precisamos de uma reforma geral para arrancar esse país das mãos da impunidade. O rumo tem que mudar nesse domingo. Me dê a sua confiança, eleitor”, escreveu Caiado no X.
Caiado também afirmou que o Brasil vive uma eleição em que “o tribunal decide mais que o eleitor” e criticou candidatos que “recuam diante do confronto.”
“O Brasil de 2026 vive uma eleição em que o tribunal decide mais que o eleitor, e há candidatos que recuam com medo do confronto. Eu estou aqui, pronto para debater e mais candidato do que nunca, para mostrar que o Brasil tem caminho e tem rumo!”, escreveu em outra postagem.
Debate cancelado
A participação de Renan Santos havia sido alvo de uma disputa judicial.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira que a Globo assegurasse a presença do candidato no debate.
Além disso, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido do PT e proibiu a manutenção do púlpito vazio com o nome de Lula, além das perguntas que seriam direcionadas a ele.
A decisão contrariou entendimento anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia negado o pedido.
Antes disso, a participação de Renan também havia sido questionada judicialmente. A inclusão do candidato ocorreu horas antes do programa, em meio a uma sequência de decisões sobre quem poderia participar do encontro.
Após a decisão de Gilmar, Flávio Bolsonaro anunciou que não iria ao debate. O senador afirmou que as mudanças determinadas pela Justiça representavam “censura” ao programa.
Com Lula e Flávio fora do debate, a Globo decidiu cancelar o encontro. Além de Renan, estavam previstos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
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