Renan protesta contra decisão sobre debate: “Eleição roubada”
Presidente do TSE negou o pedido para obrigar a TV Globo a convidar o candidato da Missão para o debate desta quinta-feira
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) protestou contra a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de não obrigar a TV Globo a convidá-lo para o debate desta quinta-feira, 1º de outubro.
Após o revés na Corte Eleitoral, o candidato da Missão disse que o lugar de Nunes Marques “é na cadeia” e que a eleição está sendo “roubada”.
“Meu processo caiu com o Nunes Marques, tá? Meu processo pedindo para participar do debate igual do Zema. Nunes Marques, nomeado pelo Bolsonaro, envolvido no escândalo do Banco Master em mais de 400 milhões. Nunes Marques soldadinho do Flávio Bolsonaro, parceiro do Willer Tomaz que é só do que Flávio Bolsonaro, ou seja, né, tá tudo em casa ali. Eu já sabia que vinha uma dessas. Ele mesmo reconhece fundamentação na minha tese, no sentido de que as cláusulas da Globo permitiam minha ida. Aí ele vai lá e negou. Ele inventou uma jurisprudência para colocar o Zema, que é aliado do Flávio no debate. Inventou. No meu caso: ‘não, não neguei’. ‘Neguei’. Lógico que você negou. Kassio Nunes, teu lugar é na cadeia, brother. Kassio Nunes, você tá envolvido até até a tampa no escândalo do Banco Master. É lógico que você vai negar. Kassio Nunes… Ai, cara, que país é esse, cara? Tá diante dos seus olhos. A eleição roubada diante dos seus olhos. Vocês estão vendo tudo acontecer”, afirmou Renan em vídeo.
A decisão de Nunes Marques
Nunes Marques negou na quarta-feira, 30, o pedido da Missão para que Renan Santos pudesse participar do debate entre presidenciáveis da TV Globo, marcado para esta quinta-feira, 1º de outubro.
No pedido, a legenda argumentava que as regras do debate definiam os participantes com base na representação parlamentar de cada candidato, mas que a emissora poderia fazer novos convites, a seu critério, em caso de desistências.
Pelas regras estabelecidas, quatro candidatos deveriam ser candidatos: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Ronaldo Caiado (PSD).
O petista, no entanto, já confirmou que não irá ao encontro entre candidatos, preferindo conceder entrevista ao Flow Podcast.
Na decisão, Nunes Marques entendeu que a Missão não atinge o requisito mínimo de representação parlamentar para colocar um candidato no debate, condição que libera a Globo de convidá-lo para o encontro entre candidatos à Presidência.
“A regra exposta na ata não assegurou a participação automática do candidato que preenchesse esse requisito, mas reservou à emissora a faculdade de convidá-lo, prevendo expressamente que a Globo ‘poderá, a seu exclusivo critério’, fazê-lo.”
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