Carlos Viana a Dino: “Tira a toga e coloca uma camisa do Lula logo”
Senador reagiu a decisão que mandou PF investigar ataques a símbolos religiosos e acusou ministro do STF de agir politicamente
O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD-MG) criticou nesta quarta-feira, 30, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a determinação para que a Polícia Federal (PF) investigue ataques a imagens e símbolos religiosos registrados em diferentes estados.
O parlamentar acusou o magistrado de agir politicamente no caso envolvendo a controvérsia eleitoral sobre Nossa Senhora Aparecida.
“FLÁVIO DINO MANDA PF INVESTIGAR FLÁVIO. A mentira foi contra ele. A investigação também. Espalharam que Flávio Bolsonaro tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Era fake news. Mendonça mandou tirar do ar. Dino liberou tudo de volta. Agora Dino manda a PF apurar a ‘onda de ataques religiosos'”, escreveu Viana no X.
“Quem sofreu o ataque virou o alvo. TIRA A TOGA E COLOCA UMA CAMISA DO LULA LOGO, MINISTRO. Esse é o Brasil a cinco dias da eleição. VAMOS LIMPAR UM POR UM DESSE SUPREMO”, complementou.
Dino determinou nesta quarta-feira que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiguem uma “aparente onda de ataques” contra imagens religiosas registrada nos últimos meses em diferentes partes do país.
Segundo Dino, os relatos recebidos pelo STF indicam a possível ocorrência de uma série de crimes. “Temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio”, afirmou.
A determinação veio no mesmo processo em que Dino, no último domingo, 27, cassou uma decisão do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, relacionada a publicações que associam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um projeto de lei que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.
Após a decisão de Mendonça, Dino afirmou que recebeu, “por vários meios”, informações sobre episódios envolvendo imagens religiosas em diferentes regiões do país. Uma das comunicações foi encaminhada pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes.
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