Ruas nacionaliza debate, e Paes evita falar de Lula
No debate da Globo, ex-prefeito associou candidato do PL a Bacellar e Cláudio Castro; Deputado explorou vínculo de Paes com o presidente
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e o deputado estadual Douglas Ruas (PL) monopolizaram o debate da TV Globo realizado nesta terça, 29, entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro.
Ruas aproveitou os primeiros momentos para nacionalizar a disputa estadual ao citar o aliado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), durante uma pergunta ao ex-prefeito sobre transporte público.
Eduardo Paes optou por lembrar o histórico de Douglas Ruas como secretário de Cidades do governo Cláudio Castro (PL).
“Reserva do Bacellar”, disse Paes, em referência ao fato de que Ruas não era apontado como prioridade na sucessão de Castro.
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, foi preso sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
Paes, contudo, não respondeu às acusações de Ruas sobre seu apoio “escondido” ao presidente Lula (PT). Durante o debate, o ex-prefeito optou por evitar falar sobre o petista.
“Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e não posta nas redes sociais. Eduardo Paes faz campanha para o Lula, fizeram uma carreata e ele sequer fez uma postagem”, disse Ruas.
Escala 6×1 e “miliciano bandido”
William Siri, candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, associou Douglas Ruas a Flávio Bolsonaro e chamou o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) de “miliciano bandido”.
Siri questionou Ruas sobre o fim da escala 6×1, tema discutido no Congresso Nacional.
“Flávio Bolsonaro, esse miliciano bandido, faz tudo para travar o fim da escala 6×1. Eu sei o que é ter a minha família para ter só o domingo para igreja ou churrasco. Você é a favor ou não?”
Ruas se esquivou e saiu em defesa de Flávio: “Você chamou Flávio de miliciano e bandido. Você é jovem, não entra nessa. As pessoas querem propostas. Não se iguale ao Eduardo Paes.”
Domínio de palco
Anthony Garotinho abriu sua participação no debate afirmando que estará nas urnas mesmo após o TRE-RJ indeferir sua candidatura nesta terça-feira, 29.
“Eu sou candidato a governador. Meu nome vai estar na urna. Você vai poder votar 10. Uma emissora disse que eu tinha desistido, mas hoje, mais uma vez, o Tribunal do Rio descumpriu e indeferiu meu registro. Sou candidato contra as máquinas e o sistema.”
Garotinho prometeu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No debate, o ex-governador foi o que melhor aproveitou o espaço livre para transitar no palco. Em alguns momentos, chegou a falar colado com o rosto na câmera.
Recado a Peixão
Já André Marinho agradeceu a decisão do TSE que liberou sua participação no debate da Globo e relembrou o histórico de Anthony Garotinho e de sua família em Campos dos Goytacazes.
“Pelo jeito, o senhor esqueceu de todos os seus desmandos e esqueceu o que o senhor fez em Campos dos Goytacazes. O senhor sabe o que fez na prefeitura de sua esposa lá também.”
O candidato do Novo também classificou Eduardo Paes como “candidato do PT”.
Ao comentar sobre segurança pública, Marinho repetiu o recado dado no debate da Band ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como chefe do TCP.
“Nós vamos procurar você, nós vamos encontrar você. Nós vamos achar você. Se você reagir, nós vamos matar você”, disse.
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