Carlos Viana denuncia Lula por fala sobre mulheres “tomarem toque”
Senador acionou Delegacia da Mulher e Ministério Público após declaração em comício sobre prevenção ao câncer de próstata
O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD-MG) afirmou nesta terça-feira, 29, ter denunciado o presidente Lula (PT) à Delegacia da Mulher e ao Ministério Público após a declaração de que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”.
A fala de Lula foi feita em um comício em Belém, na segunda-feira, 28, enquanto ele comentava a resistência de homens a exames de próstata.
“Nós, hoje, fizemos a 1ª operação robótica de próstata aqui no Estado do Pará e no norte do país. A 1ª operação robótica. E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, disse o petista.
Viana comentou o episódio pelo X. “DENUNCIEI IMEDIATAMENTE A FALA ABSURDA DE LULA À DELEGACIA DA MULHER E AO MINISTÉRIO PÚBLICO”, escreveu.
“Em comício em Belém, diante de milhares de pessoas, ele disse: ‘As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas’. Desde pequenas. O que Lula quis dizer com isso? Não existe exame de toque em criança. O preventivo começa aos 25 anos. Eles se dizem defensores das mulheres. Mas nós sabemos a verdade. Falas têm consequências. Para todos. Inclusive para quem está no Planalto. Se fosse alguém da direita, Moraes já teria dado 24 horas para se explicar”, complementou.
Em 2023, ao aderir à campanha de combate ao câncer de próstata em sua live semanal, Lula falou sobre os “toques” que as mulheres recebem ao se consultarem com médicos ginecologistas.
“Afinal de contas os homens precisam criar coragem. Se ele tem medo de levar um toque do médico, pergunta para a mulher quantos toques ela leva na vida quando vai ao médico, e sai a mesma mulher”, disse o petista.
Ao contrário do que falou Lula, as mulheres não são submetidas rotineiramente, “desde pequenas”, a exames ginecológicos invasivos. A realização de procedimentos íntimos fora dos protocolos médicos pode caracterizar violência ou abuso sexual.
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