Viana quer disputar Presidência do Senado após mensagens de Alcolumbre e Vorcaro
Senador afirma que diálogos revelados pela PF ajudam a explicar episódios envolvendo o Senado e defende investigação do Banco Master
O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou nesta sexta-feira, 25, que quer disputar a Presidência do Senado no próximo ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar relacionou sua intenção às mensagens trocadas entre o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas após a quebra de sigilo do celular de Vorcaro pela Polícia Federal.
As conversas mostram a proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro. Em uma das mensagens, o presidente do Senado chama o ex-banqueiro de “meu amor” e afirma: “Somos irmãos fraternos e parceiros”.
Viana afirmou que os diálogos ajudam, na avaliação dele, a explicar episódios recentes envolvendo o Senado. “Isso explica, na minha opinião, porque o Senado está fechado, porque a galeria, o plenário do Senado está fechado pra gente não entrar nem para filmar”, disse.
O senador também citou a atuação de Alcolumbre em relação às investigações envolvendo o Banco Master e mencionou a CPMI do INSS, afirmando que o presidente do Senado teria feito pressão para impedir a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Disputa pelo comando do Senado
Ao falar sobre a sucessão no comando da Casa, Viana afirmou que pretende disputar a Presidência do Senado e associou o projeto à defesa de investigações sobre autoridades e instituições.
“Eu quero ser presidente do Senado por conta disso, pra gente limitar o poder, tornar republicanas as decisões”, declarou.
Viana defendeu a abertura de uma investigação sobre o Banco Master e afirmou que a população deve ter acesso às informações sobre as pessoas que eventualmente tenham mantido relações com Vorcaro.
“É hora de investigar todo mundo”, afirmou.
Críticas ao STF
O senador também relacionou as mensagens às discussões envolvendo o STF e o ministro Alexandre de Moraes. Viana defendeu a instalação de um processo de impeachment contra o ministro e afirmou que pretende trabalhar para que a medida avance caso chegue à Presidência do Senado.
“Colocar esse impeachment do Alexandre Moraes para ser instalado, que não precisa ser votado, tem as assinaturas”, disse.
Viana também defendeu a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master e afirmou que uma nova composição do Senado, a partir do próximo ano, poderia permitir o avanço das investigações.
“A população tem o direito de saber quem está envolvido em toda essa história, seja quem for”, declarou.
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