Mancha solar 40 vezes maior que a Terra mostra que nosso Sol é capaz de produzir supererupções
Matemática comprova o potencial de superflares do Sol contra a Terra
O potencial de superflares do Sol sempre foi um grande mistério para a ciência espacial, mas uma pesquisa recente usando dados de uma enorme tempestade antiga mudou tudo. Uma análise matemática detalhada provou que a nossa estrela tem energia de sobra para causar explosões solares capazes de apagar a rede elétrica da Terra.
O que uma antiga mancha solar diz sobre o potencial de superflares do Sol?
Uma mancha solar que apareceu em abril de 1947 chamou a atenção da equipe do Instituto Max Planck porque era 40 vezes mais larga que o nosso planeta. Esse monstro magnético não chegou a estourar, mas deixou os dados perfeitos para a equipe testar os limites físicos de uma explosão gigante na superfície da nossa estrela.
A pesquisa revelou que o potencial de superflares do Sol é muito real quando essas regiões ativas gigantescas acumulam energia demais no espaço. Isso quebra de vez a ideia antiga de que nós estávamos totalmente seguros contra explosões no nível de extinção dentro do nosso próprio sistema.

Como os cientistas chegaram a essa conclusão sobre a nossa estrela?
A equipe de astrofísica analisou os dados capturados pela NASA entre os anos de 2010 e 2016 para criar uma fórmula matemática certeira. Eles descobriram na prática que a quantidade de energia liberada em um evento espacial é ligada diretamente ao tamanho da área escura que se forma lá em cima.
Segundo as informações avaliadas no artigo do ScienceAlert, quando os cientistas aplicaram essa regra naquela mancha recorde de 1947, a conta fechou na zona de perigo extremo. O resultado bateu de frente com os indícios teóricos de que estrelas parecidas com a nossa disparam um superflare potente a cada 100 anos.
O que aconteceria se a Terra tomasse o impacto de um superflare hoje?
Se uma onda pesada de radiação viesse parar direto no nosso colo, o estrago passaria fácil dos trilhões de dólares na economia global do dia para a noite. Nossa tecnologia moderna depende demais de satélites sensíveis que fritariam na hora com a força magnética rasgando o céu do planeta inteiro.
Veja os estragos diretos que um impacto desses causaria na nossa sociedade:
- Blecaute total em sistemas de distribuição de energia elétrica durante vários meses.
- Queda da internet no mundo inteiro e pane severa nos radares comerciais de aviões.
- Destruição de satélites de comunicação e de bases militares que operam na órbita baixa.
Qual é a real diferença entre uma tempestade comum e um superflare?
A principal mudança entre os dois fenômenos está na quantidade bruta de energia acumulada nas fitas magnéticas solares antes do grande rompimento espacial. Enquanto uma erupção padrão costuma causar apenas belas auroras nos polos terrestres, o evento gigante tem a força de trilhões de bombas de hidrogênio estourando simultaneamente.
Acompanhe as diferenças exatas de impacto entre os dois níveis de explosão espacial:
Existe chance matemática dessa bomba de radiação estourar em breve?
Apesar do susto com as contas recentes do estudo, você não precisa construir um abrigo debaixo da terra no quintal de casa agora mesmo. O fato do nosso astro rei ter capacidade física absurda para causar essa catástrofe não significa que o gatilho da explosão será puxado contra nós neste momento exato da história.
A astronomia avisa que esses monstros de radiação dependem de um alinhamento muito raro e demorado para ganhar força total na coroa estelar. O foco das agências pelo mundo agora é apenas melhorar o monitoramento de anomalias para dar tempo da galera desligar as redes da tomada se a chapa esquentar na nossa direção.
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