Na China, pais não compram celular para os filhos, eles dão um smartwatch para mantê-los sob controle
Enquanto muitos pais discutem qual seria a idade certa para dar um celular às crianças, uma solução diferente ganhou força na China: os smartwatches infantis.
Enquanto muitos pais discutem qual seria a idade certa para dar um celular às crianças, uma solução diferente ganhou força na China: o smartwatch infantil.
Os aparelhos permitem localizar, chamar e acompanhar os filhos sem entregar todo o acesso de um smartphone, mas escondem uma característica que está gerando preocupação.
Um em cada três crianças chinesas já usa smartwatch
Estima-se que uma em cada três crianças chinesas entre 5 e 12 anos tenha um smartwatch. O mercado é dominado pela Xiaotiancai, conhecida como Little Genius na China e comercializada como Imoo em outros países.
A marca já alcançou cerca de 48% do mercado chinês de relógios infantis e aproximadamente 7% do mercado total de smartwatches. Os modelos custam entre 100 e 300 euros.
චීන දරුවන් මොනිටර් කරන්න දෙමාපියන් ඔරලෝසු පාවිච්චි කරනවලු
— Gossip Lanka News (@gossiplanka) September 23, 2026
Parents in China are increasingly turning to smartwatches to keep track of their children. The primary smartwatches used for this purpose are from the Chinese brand Xiaotiancai, also known as "Little Genius", which allow…
Por que os pais estão colocando esses smartwatch infantil nos filhos?
A principal atração é a possibilidade de manter contato e saber onde a criança está sem oferecer a ela todas as funções de um celular.
Os aparelhos possuem recursos de comunicação e localização, enquanto os responsáveis podem limitar aplicativos e contatos.
Entre as principais funções encontradas nesses dispositivos estão:
Por que os pais estão colocando esses relógios nos filhos?
A proposta atende especialmente aos chamados “pais helicópteros”, que buscam acompanhar de perto a rotina dos filhos.
O smartwatch infantil também virou uma rede social para crianças?
O detalhe mais curioso é que o dispositivo não serve apenas para tranquilizar os adultos. A Imoo criou uma plataforma própria que funciona como uma mistura de aplicativo de mensagens e rede social.
As crianças podem conversar, publicar fotos, interagir com amigos e acumular pontos. Assim, o relógio passou de simples ferramenta de segurança para também funcionar como objeto de pertencimento entre os pequenos.

O que começou como controle acabou criando outro problema?
A popularidade dos relógios trouxe uma contradição. Embora tenham sido adotados como alternativa mais limitada aos smartphones, alguns modelos reproduzem justamente comportamentos associados às redes sociais.
O sistema de pontos recompensa ações como entrar diariamente no aplicativo, adicionar amigos e caminhar. A pontuação pode aumentar o limite de curtidas recebidas, transformando a interação em uma espécie de competição por popularidade.
A dinâmica já provocou críticas na China, e alguns colégios chegaram a proibir o uso dos aparelhos. O que deveria ser uma ferramenta para dar mais tranquilidade aos pais acabou criando uma nova forma de interação digital entre crianças.
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