Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências

04.11.2026

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Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências
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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 19.09.2026 03:23 comentários
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Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências

Blindados conectados, artilharia digital e vigilância por sensores mostram como novas capacidades estão chegando às unidades brasileiras.

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Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências
Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências

Blindados com sensores térmicos, artilharia conectada digitalmente e uma rede de vigilância espalhada pelas fronteiras já fazem parte da transformação da força terrestre brasileira. O Exército Brasileiro avança em programas como Centauro II BR, SISDAC, SISFRON, ASTROS e defesa cibernética, incorporando capacidades típicas de forças tecnologicamente avançadas.

Qual exército latino-americano está passando por essa transformação?

É o Exército Brasileiro, que mantém programas estratégicos voltados a monitoramento, blindados, fogos de longo alcance, comunicações e proteção cibernética. A modernização ocorre por sistemas que compartilham informações e aceleram decisões no campo de batalha.

Isso evita confundir Força Terrestre com outras áreas das Forças Armadas do Brasil. Caças Gripen, cargueiros KC-390 e o programa de submarinos pertencem à Aeronáutica e à Marinha; o Exército possui seus próprios eixos de transformação.

Confirmado pelas Forças Armadas jovens entre 18 e 24 anos devem realizar o Serviço Militar Obrigatório do Exército será apenas por um ano
Confirmado pelas Forças Armadas jovens entre 18 e 24 anos devem realizar o Serviço Militar Obrigatório do Exército será apenas por um ano. Créditos: depositphotos.com / lucidwaters

Quais tecnologias já mostram essa mudança na prática?

O Centauro II BR estreou em uma operação tática do Exército na Operação Punhos de Aço 2025. O blindado 8×8 reúne canhão de 120 mm, visão térmica e noturna de longo alcance, proteção contra minas e sistema de comando e controle integrado em rede.

Em 2026, o Sistema Digitalizado da Artilharia de Campanha também começou a ser implantado no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado. A proposta é ligar sensores, comando e meios de tiro para acelerar a decisão e a coordenação dos fogos.

Quatro frentes mostram como a modernização está sendo distribuída:

●
Centauro II BR adiciona sensores avançados, rede de comando e canhão de 120 mm às forças blindadas
●
SISDAC digitaliza a coordenação entre observação, decisão e artilharia
●
SISFRON combina radares, sensores, aeronaves remotamente pilotadas e comunicações nas fronteiras
●
ASTROS amplia a capacidade de fogos de longo alcance e precisão

Por que o SISFRON muda a forma de vigiar quase 17 mil quilômetros?

O SISFRON integra sensoriamento, apoio à decisão e operações ao longo da fronteira terrestre brasileira. O sistema reúne radares, sensores térmicos e ópticos, meios eletromagnéticos, aeronaves remotamente pilotadas, redes de dados e centros de comando e controle.

A mudança está na integração. Em vez de depender apenas de patrulhas isoladas, a força combina informações de diferentes sensores e transmite dados para unidades que precisam decidir onde atuar. O sistema também apoia ações contra crimes transfronteiriços.

O que diferencia esses sistemas de equipamentos militares tradicionais?

O salto não está somente em comprar uma viatura nova. Sensores, redes digitais e sistemas de comando permitem detectar, compartilhar e processar informações mais rapidamente. Essa lógica de combate conectado tornou-se característica de forças militares tecnologicamente avançadas.

O processo brasileiro ainda é gradual e não coloca o Exército automaticamente no mesmo nível das maiores potências. Ele mostra, porém, a incorporação de capacidades que exigem integração entre software, sensores, comunicações, doutrina e treinamento.

A diferença aparece quando tecnologia e emprego operacional trabalham juntos:

Sistema Capacidade Impacto
Centauro II BR Blindado 8×8
Sensores térmicos, C2 em rede e canhão de 120 mm
Consciência situacional
SISDAC Artilharia digitalizada
Integra sensores, decisão e meios de tiro
Fogos mais coordenados
SISFRON Monitoramento de fronteiras
Radares, sensores, drones e redes de dados
Vigilância integrada

Onde entram ASTROS e defesa cibernética?

O Programa ASTROS mantém a modernização da artilharia de mísseis e foguetes, incluindo desenvolvimento de munições guiadas e capacidade de maior precisão e alcance. Parte dessas tecnologias permanece em desenvolvimento, portanto não deve ser confundida com equipamento já plenamente incorporado.

Na área digital, programas de defesa cibernética buscam proteger redes, formar pessoal especializado e ampliar a capacidade de operação segura no espaço cibernético. Essa frente tornou-se parte permanente da estrutura de defesa, e não apenas suporte de informática.

Leia também: Idosos com mais de 65 anos têm direito a viajar de ônibus entre estados de graça: saiba como solicitar a sua carteirinha

Por que 2026 virou um ano importante para essa modernização?

O ano reuniu sinais concretos de tecnologias chegando às unidades. O Centauro II BR já havia sido empregado em exercício tático, enquanto, em março de 2026, começaram as instalações eletrônicas do SISDAC no Regimento Mallet.

A implantação do SISDAC em 2026 ilustra essa mudança. O avanço brasileiro não elimina diferenças para grandes potências, mas mostra uma força terrestre conectando blindados, sensores, fogos, fronteiras e redes digitais em uma arquitetura cada vez mais integrada.

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