Josias Teófilo na Crusoé: A era dos pastiches
Wild Horse Nine, de Martin McDonagh, é uma nulidade, apesar do elenco estelar
No texto anterior, “A era da banalidade da imagem“, tratei sobre alguns dos filmes da competição oficial no Festival de Veneza.
Esqueci, porém, de Wild Horse Nine, de Martin McDonagh. Não é à toa que esqueci: o filme é uma nulidade. Nem todo filme é bom ou ruim. Alguns não chegam a ser nada. É o caso deste.
O filme foi muito bem recebido pela crítica e por parte do público.
Na sessão que vi na Sala Dársena do Festival de Veneza, a recepção foi calorosa. Mas isso é porque essas pessoas projetaram o vazio que existe dentro da cabeça delas no vazio que existe dentro do filme. Deu match.
O que mais chama atenção neste filme é que se trata de um pastiche de Era uma vez em Holywood, de Quentin Tarantino.
Não faltam filmes que copiam abertamente este, um dos mais empolgantes da história recente do cinema. Filmes como Babylon, MaXXXine e The Fall Guy.
Até o Brasil produziu um pastiche de Era uma vez em Holywood, é O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho — até o pôster do filme deste copia o daquele.
Infelizmente, os pastiches são todos ruins. Nenhum deles tem o apuro estético do filme original.
E o pior deles é Wild Horse Nine. O filme tem longos diálogos — como o filme de Tarantino —, só que o humor é sofrível e feito para aprovação automática da esquerda.
A novidade do filme parece ser o politicamente incorreto e o humor negro, coisas que não vinham sendo comuns em filmes de esquerdistas nos últimos anos.
Nem o elenco estelar, composto por John Malkovich, Sam Rockwell e Steve Buscemi, salva o filme.
A história trata de um ex-agente da CIA (John Malkovich) e seu colega de trabalho (Sam Rockwell), os dois lotados no Chile antes…
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